"A presidência decidiu não decretar o estado de emergência como chegaram a sugerir alguns partidos políticos", anunciou hoje o ministro da Comunicação do Paquistão, Mohammad Ali Durrani, depois de uma reunião de Musharraf com os seus ministros principais e com os dirigentes partidários do partido que o apoia.
Segundo o ministro, Musharraf "tem como prioridade manter as eleições livres, regulares e imparciais, em conformidade com a constituição".
Ontem, quarta-feira, o vice-ministro da Informação do Paquistão, Tariq Azeem, tinha declarado à Associated Press que o presidente poderia decretar o estado de emergência, devido a "ameaças internas e externas" e à situação tensa nas regiões da fronteira com o Afeganistão.
O presidente que pretende ser reeleito, entre 15 de Setembro e 15 de Outubro próximos, e manter-se como chefe militar, enfrenta um descontentamento crescente da população com a sua presidência e com o papel dominante que o exército tem na vida política do Paquistão.
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Paquistão: Musharraf pode decretar estado de emergência, ameaça ministro