O negro das cinzas nas nossas serras entristece-nos profundamente, porque sempre estivemos habituados à beleza da nossa natureza, aos seus cheiros e às vibrantes cores verdes das nossas florestas. Para mim, o governo, assim como todos os partidos que o sustentam são também culpados por esta catástrofe.
São Roque do Pico merece mais do que tem recebido. Merece uma administração que valorize e promova a sua cultura, que cuide das suas infraestruturas de maneira responsável e que comunique com transparência e eficácia.
Hoje é habitual ligar a esquerda a regimes totalitários e repressivos. A expressão ditadura do proletariado simboliza-o. Há razões históricas que o justificam, mas é preciso entender esse passado e relançar o debate sobre ditadura, democracia e a sociedade que queremos.
A solução para os muitos conflitos que estão a acontecer no mundo é a negociação intermediada pela ONU e o cessar-fogo imediato, e no caso da Palestina o seu reconhecimento como estado soberano pela comunidade internacional.
Será que, apesar da timidez ideológica em reconhecer que a extrema direita já engoliu meia América e pode voltar à Casa Branca, poder-se-á entender que o programa dos democratas é radical?
A organização de extrema-direita Habeas Corpus ameaça de intimidação a Marcha do Orgulho de Castelo Branco. Não se pode deixar que grupos com uma agenda de ódio ameacem estes espaços. Nesse dia, estamos mobilizadas e saímos à rua na luta contra o conservadorismo.
Autonomia, pela diminuição do centralismo e do controlo, quase que direto, do ministério da saúde e, especialmente, do das finanças. As promessas de maior autonomia são mais que muitas e de longa data, mas sem consequências práticas.
Há pessoas com esse talento eufórico que dissolve fronteiras entre a arte a vida, que as faz nunca desperdiçar uma oportunidade de performance, que sabem fazer explodir cada instante propício.
O jovem banqueiro providencial, nem de direita nem de esquerda, criador formal do extremo-centro, e eleito com a promessa de acabar com a extrema-direita, acabou por, à força de a imitar, se fundir em grande parte com ela.
A recente onda de violência, desencadeada pela extrema-direita inglesa, contra pessoas imigrantes e refugiadas partiu da informação – falsa – de que o assassino das três crianças era um refugiado. A pós-verdade, transformada em mentira, só cria ódio e transforma pessoas em carneiros!
Há um discurso pejorativo contra o ativismo. Este sistema é tão perverso que é capaz de nos colocar, cidadãos, a ver quem luta pelos seus (nossos) direitos como o mau da fita.
O interesse superior da criança deveria ser sempre a prioridade, mas, infelizmente, parece ter sido relegado a favor de políticas que atendem apenas a interesses mais estreitos e menos altruístas.