O que o HDES e todo o Serviço Regional de Saúde precisa e precisava há muito, é de investimento, modernização e atração e fixação de profissionais. A política de saúde do governo é inexistente, o que significa abrir mercado para o setor privado que se aproveita das fragilidades do SRS.
Não é na disputa dos mais de 20% à sua direita que o PSD parece estar focado, mas na disputa do centro – com uma política de direita. Isto pode explicar a lógica de Montenegro nas negociações do Orçamento de Estado para 2025.
O reconhecimento da capacidade das escolas em implementar respostas pedagógicas flexíveis, adequadas às dificuldades com que elas se deparam diariamente, exige um modelo de gestão e administração participativo, que não se compadeça com desvios autoritários e autocratas.
Um crash envolve sempre perdas e incerteza, mas o grande problema do capitalismo não é apenas esse, mas sim o de saber se existe ou não neste momento uma nova convergência de circunstâncias que permita ultrapassar as perspetivas depressivas recorrentes lucro.
Se quer combater com bravura a agenda da extrema-direita, a esquerda não pode cair nas armadilhas do punitivismo nem da securitização. Tem de se bater pela excecionalidade da pena de prisão no sistema de execução de penas e pela transformação das prisões em unidades de reinserção social efetiva.
A nossa sociedade existe e persiste porque somos interdependentes, porque não nos bastamos sozinhos. O trabalho de agora é reerguer esse reconhecimento, a que alguns chama comunidade, outros chamam país, outros chamam civilização.
Os problemas da saúde são estruturais e demoram tempo a resolver. Se é verdade que a anterior maioria absoluta é, em parte, responsável pelas dificuldades que estamos a enfrentar, torna-se cada vez mais evidente que o atual Governo, pouco ou nada fez para inverter o cenário que há muito se adivinhava.
Começámos este mês de setembro com uma inconfidência chocante por parte do Executivo: o desejo de incluir no Orçamento de Estado propostas para o descongelamento das propinas. O Primeiro-Ministro fala em repugnância pelo abandono escolar universitário num dia, e aumenta as barreiras de acesso no outro.
Fomos, somos um país de emigrantes. Partimos, sabemos e relembramos o que é, e foi, a diáspora. No imaginário colectivo, as partidas nas gares ferroviárias testemunham bem o drama que se viveu. Hoje o cenário é o aeroporto, o drama idêntico.
Pelos vistos, no domínio da Saúde Pública, do SNS como serviço público, resvalou-se para uma opção de “mercantilização” do trabalho dos profissionais na crescente (sub)contratação de empresas de prestação de serviços de “empreitadas” (lotes) de “horas médicas”.
No momento em que a Madeira ardia, Miguel Albuquerque e Pedro Ramos, teriam que interromper as suas férias e ficar na Ilha para acompanhar, junto das pessoas, o combate ao fogo. O regresso de Albuquerque ao Porto Santo é um comportamento irresponsável que deveria merecer a devida censura política.