Dizer sem subterfúgios ao que se vem, mostrar com clareza os propósitos – eis uma qualidade rara em política, que merece ser elogiada. Dou aqui três exemplos que cumpre enaltecer.
O PAN é um partido simpático, é difícil não concordar com a maioria das suas propostas ambientais e não duvido que seja constituído por muita gente de convicções e esforço. Mas a leitura do seu programa eleitoral prega-nos bons sustos.
As fibras de amianto são tão pequenas que não ficam apenas no aparelho respiratório: chegam às células, originando mutações que provocam células cancerígenas.
Costa não cumprirá sequer um quarto do objetivo que anuncia no programa eleitoral, por mais pomposa que seja a promessa de “erradicação de todas as carências” habitacionais até à última badalada do 50.º aniversário do 25 de Abril.
A crise institucional está a dar lugar, nalguns países, a regimes bonapartistas que, no passado, foram a antecâmara dos fascistas, e que hoje podem abrir a porta a outras formas de autoritarismo.
Não são apenas os nomes dos comissários apontados, mas é também a reorganização das pastas e responsabilidades que nos indicam que a linha dura de extrema direita protagonizada por Viktor Órban ganhou poder dentro da nova Comissão.
Os novos empreendimentos privados, construções novas ou grandes reabilitações têm de ser parte da solução e destinar fogos a um programa de habitação público.
O PS quer evitar compromissos claros. O programa eleitoral não concretiza ou quantifica medidas, é um campo de generalidades. Como guia de leitura aponta apenas para o Programa de Estabilidade (PE) para 2019-2023 elaborado pelo Governo, e que o PS assume ser a base do seu programa.
Com o envio da Lei que recria a Casa do Douro para fiscalização sucessiva pelo Tribunal Constitucional, PSD e CDS-PP visam criar um derradeiro obstáculo a uma forte organização dos pequenos vitivinicultores durienses.