Merkel fracassou politicamente, porque a parceria económica com a Rússia, que organizaria a sua relação europeia, foi atropelada pela ambição invasora. A Alemanha passará, no futuro, a depender de importação de energia dos EUA.
Será inverosímil que aquele António Costa que rompeu com os seus aliados à Esquerda, promovendo a crise política que lhe entregou a maioria nos braços, seja agora o mesmo que pretende criar pontes e espaços de síntese com a oposição.
Quando falamos das exigências temos também que falar sobre aquilo que desejamos ver no Interior. Para tal, é preciso deixar de olhar para este como um sítio onde “vale tudo”, onde a ideia da “Mineração Verde” parece vender, quando na verdade a temos que desconstruir.
Está a ser dado um novo passo com a patologização dos adversários, que produz um efeito de agregação, mobilizando uma claque por via do ódio ao inimigo e desumanizando a outra parte.
Com esta decisão, Sanchez fez uma escolha. Não apenas pela indiferença humanitária perante um povo que vive maioritariamente em campos de refugiados, mas pela negação do direito histórico de um povo colonizado à sua própria existência.
A invasão é uma catástrofe de saúde pública, com consequências que ultrapassam as fronteiras da Ucrânia. A Rússia é o agressor que iniciou uma guerra injustificada. A luta por um mundo mais justo, solidário e em paz nunca foi tão atual e urgente.
Além do sofrimento e da destruição que tem causado para quem está diretamente envolvido, a invasão da Ucrânia está a provocar muitas outras consequências perversas para lá do teatro de guerra.
Vejo muita gente indignada com o nível dos impostos sobre a energia (eu incluo-me nessa crítica), mas muitos não se atrevem a falar do aumento dos lucros das companhias energéticas.
São avisos à navegação que sinalizam os indesejados improdutivos, os mal amados, as vítimas do mercado autorregulado da teoria liberal. Tudo isto é desnecessário: nem os portugueses merecem, nem os ucranianos precisam. Nem na perspectiva social, nem na laboral.
Após a última ida do Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural à ilha das Flores, a vida, por lá, mudou substancialmente. E mudou para pior. É a segunda vez que as idas de membros do Governo Regional instalam a incerteza nas Flores.
Este mês, foi noticiado que Pedro Sánchez enviou uma carta ao rei de Marrocos, onde declara aceitar o controlo marroquino sobre o território e destino do povo saarauí. Uma tomada de posição lamentável, quebrando mal a neutralidade espanhola que tinha sido anteriormente assumida.
O mais antigo deputado regional do PSD Açores acusa o Bloco de não ter aprovado a ajuda financeira à Ucrânia no parlamento europeu. O que não diz é que essa “ajuda” iniciou-se em 2014 e votava-se novo prolongamento, condicionado ao cumprimento de um programa do FMI, com duras medidas de austeridade.