Madeira

No comício de campanha no Funchal, Roberto Almada defendeu que a mudança política na Madeira não pode passar pelos que hoje estão ao lado de Albuquerque no Governo. Mariana Mortágua acusou Montenegro de querer exportar o modelo económico “desastroso” da Região para o resto do país.

Mariana Mortágua anunciou que chamará Paulo Rangel ao Parlamento porque este tem que se responsabilizar pela posição de Portugal sobre o massacre na Palestina e o Governo tem de agir para o travar. No final das jornadas parlamentares do partido, criticou ainda as políticas laborais de um Governo “instruído pelos patrões”.

Roberto Almada lembrou esta segunda-feira que ao contrário do que se passa nos Açores e no continente, na Madeira ainda é possível “que um deputado um dia aprove uma lei que no dia seguinte pode beneficiar enquanto empresário”.

Roberto Almada diz que o Bloco cumpriu e que o voto é importante para impedir um governo da direita com a extrema-direita. Mariana Mortágua lembra que a governação da Madeira resultou em especulação imobiliária, maiores preços da habitação, baixos salários, com o ambiente colocado em segundo plano.

O candidato-arguido no processo de corrupção na Madeira inaugurou um empreendimento construído por uma “cooperativa de habitação económica”, com preços proibitivos para a esmagadora maioria dos habitantes da Região Autónoma. Bloco de Esquerda/Madeira exige medidas corajosas para garantir uma habitação a quem dela necessita.

A denúncia é do candidato do Bloco às legislativas regionais da Madeira. Roberto Almada critica este “desrespeito gritante a quem deu o melhor de si para salvar vidas, colocando em risco a sua própria saúde” durante a pandemia.

O registo de navios no offshore da Madeira disparou nos últimos dez anos, ultrapassando hoje os 900. A venda de Portugal como “bandeira de conveniência” associa o país a negócios que ninguém escrutina. É o caso do bilionário israelita cujo cargueiro foi apresado pelo Irão, colocando o Estado português no centro de uma crise diplomática.

A candidatura do Bloco às legislativas regionais antecipadas de 26 de maio  apresenta o atual deputado e a coordenadora regional Dina Letra nos dois primeiros lugares da lista.

Após ouvir os partidos e o Conselho de Estado, o Presidente da República convocou eleições para o dia 26 de maio na Madeira. Roberto Almada tinha defendido essa posição na reunião com Marcelo e considera que o Presidente "não podia tomar outra" decisão.

“É a primeira vez na história da democracia portuguesa que um partido elege para o liderar alguém que é arguido por suspeitas dos crimes de corrupção, de prevaricação, de abuso de poder e de atentado contra o Estado de direito” sublinhou Dina Letra que defende que Marcelo deve seguir o critério que usou quanto ao governo nacional.

O líder demissionário do Governo da Madeira, arguido no processo de corrupção entre governantes e empresários da ilha, recandidatou-se e voltou a ser o escolhido para líder regional do PSD.

A mais conhecida discoteca do Funchal terá sido a plataforma de circulação de dinheiro vivo entre patrões e governantes da Madeira, investigam as autoridades.

Uma delegação do Bloco de Esquerda/Madeira foi recebida pelo representante da República. Dina Letra defendeu a realização de eleições antecipadas e diz que o partido está preparado para ir a votos.

O deputado regional bloquista Roberto Almada defende que o representante da República na Madeira devia ter aceitado o pedido de exoneração na semana passada e insiste que devem ser marcadas novas eleições.

Em comunicado, a direção do Bloco de Esquerda da Madeira insiste na necessidade de eleições antecipadas e frisa não pactuar “com o branqueamento de todo um regime, de toda uma governação que empobrece os madeirenses".

Direção do Bloco na Madeira defende que, perante a “grave crise democrática que se vive na Madeira, a gravidade dos indícios existentes”, e a total perda de credibilidade da coligação PSD/CDS para governar, “a única alternativa aceitável é voltar a dar a voz ao povo”.

O presidente do Governo Regional é arguido por suspeitas de corrupção e apresentou a demissão esta sexta-feira, condição posta pelo PAN para o PSD continuar à frente do Governo e assim evitar eleições. Bloco defende que eleições antecipadas são a melhor saída para a crise democrática na Região.

O partido considera que “a Região Autónoma da Madeira não pode ficar refém de um governo sem condições políticas para qualquer decisão” e lembra que “os negócios que a justiça agora investiga são denunciados há muito pelo Bloco de Esquerda da Madeira”.

"Sempre os denunciámos pelo seu nome", recordou Mariana Mortágua sobre os grupos económicos e os negócios na Madeira agora investigados pela justiça. E defendeu a saída do "responsável político deste regime de favorecimento a negociatas privadas".