Israel

Nova Iorque, Toronto, Berlim, Bagdade, Estocolmo, Copenhaga, Kuala Lumpur, Istambul, Londres, Setúbal, Orleans, Montpellier, Roma, Belfast são algumas das cidades nas quais ecoou, em várias línguas, o mesmo apelo: Um cessar fogo imediato e liberdade para a Palestina. Este domingo há manifestação em Lisboa.

Alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, fez apelo direto ao cessar fogo para parar “carnificina” na faixa de Gaza. Também a Organização Mundial de Saúde reiterou este sábado os apelos a um cessar-fogo imediato. Alto Representante para os Negócios Estrangeiros da UE, Josep Borrell, fala em violaçao do Direito Internacional Humanitário.

Saldo é o mais gravoso para a imprensa desde, pelo menos, 1992: 24 jornalistas palestinos, quatro israelitas e um libanês foram mortos. Comité para a Proteção dos Jornalistas alerta para consequências de corte de comunicações em Gaza. Forças Armadas israelitas informam Reuters e AFP que não garantem segurança dos jornalistas.

Israel garante que expandiu os ataques e que as suas Forças de Defesa estão a agir com “grande força”. Todas as comunicações de telefone fixo, telemóvel e internet foram cortadas, impedindo, inclusive, o contacto com as equipes médicas no terreno. Ataque ao Hospital al-Shifa poderá estar iminente.

Documento, que assinala que esta trégua deve conduzir “ao cessar das hostilidades”, exige o cumprimento do direito internacional, que os civis da Faixa de Gaza tenham acesso a bens e serviços essenciais e que se anule a ordem de Israel para a evacuação no norte do enclave palestiniano.

MPPM, CGTP e CPPC, destacam que é “necessário prosseguir a luta pela paz no Médio Oriente e pelos direitos do povo da Palestina”, apelando à participação na iniciativa, com início às 15h30, no Martim Moniz. Bloco associa-se à manifestação, que contará com a presença de Mariana Mortágua.

O voto repudia os ataques que o secretário-geral da ONU tem sofrido por parte da diplomacia israelita por defender um cessar-fogo e a entrada da ajuda humanitária e condenar todos os crimes de guerra.

Israel diz que "chegou a altura de dar uma lição" às Nações Unidas. "Quando a ONU passa a inimiga, quais são as atrocidades que se querem cometer?", questiona Pedro Filipe Soares. UNICEF confirmou a morte de 2.360 crianças em Gaza.

A noite de domingo foi de intensos bombardeamentos aéreos sobre civis na Faixa de Gaza, provocando dezenas de mortos. Militares israelitas confirmaram participação de tanques e infantaria no ataque noturno em Gaza. Marisa Matias quer que a UE siga a linha defendida por Borrell.

Apenas 37 camiões com ajuda humanitária foram autorizados a entrar em Gaza no fim de semana, mas apenas transportam água, alimentos e material médico. Agências da ONU dizem que o combustível só vai durar três dias. De Paris a Sydney, os apelos ao imediato cessar-fogo juntaram dezenas de milhares de pessoas.

Nesta entrevista, Gilbert Achcar fala das diferentes visões do conflito nos vários pontos do globo e diz temer que o ciclo de violência alastre à Europa se o direito internacional continuar a não ser respeitado por Israel na Palestina.

Gilbert Achcar

Ataque noturno provocou mortes e feridos entre as pessoas que se refugiavam na igreja cristã ortodoxa grega de São Porfírio de Gaza. Embaixador israelita na ONU diz que a prioridade de Guterres é "ajudar os terroristas".

Centenas de pessoas reuniram-se esta quarta-feira em Lisboa pelos direitos do povo palestiniano e pela paz no Médio Oriente. O dia ficou marcado por muitas outras iniciativas em várias zonas do globo. Nos EUA, manifestantes invadiram edifício do Congresso.

Após o veto  dos EUA a  resolução da ONU apresentada pelo Brasil para um cessar fogo que viabilize assistência humanitária, o Parlamento Europeu aprovou esta quinta-feira uma resolução que o propõe. Multiplicam-se os alertas humanitários.

Marisa Matias exigiu esta quarta-feira no Parlamento Europeu a libertação imediata dos reféns israelitas, o imediato cessar-fogo e o fim dos bombardeamentos indiscriminados sobre a população de Gaza.

Pelo menos 500 pessoas morreram no ataque ao hospital al-Ahli na cidade de Gaza. Além de se encontrar repleto de pacientes, muitas pessoas que seguiram a ordem de evacuação israelita estavam nas imediações por considerá-lo um lugar seguro.

Mais de 600 mil palestinianos terão saído do norte para o sul de Gaza após o ultimato israelita. Porta-voz da ONU para os direitos humanos lembra que a transferência forçada de civis viola o direito internacional.

Os rumores de um eventual cessar-fogo e abertura da passagem entre Gaza e o Egito não se confirmaram. Sem eletricidade e com a água a acabar, a população de Gaza permanece encurralada e sob bombardeamento.

Uma marcha de dimensão histórica teve lugar este domingo em Rabat, em solidariedade com o povo da Palestina e contra a normalização das relações entre o reino marroquino e o regime israelita.

A organização israelita de defesa dos direitos humanos diz que está em curso uma política criminosa que desafia o direito humanitário internacional e constitui um crime de guerra. Leia aqui o comunicado da B’Tselem.