Protestos em todo o mundo em solidariedade com povo palestiniano

19 de outubro 2023 - 18:20

Centenas de pessoas reuniram-se esta quarta-feira em Lisboa pelos direitos do povo palestiniano e pela paz no Médio Oriente. O dia ficou marcado por muitas outras iniciativas em várias zonas do globo. Nos EUA, manifestantes invadiram edifício do Congresso.

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Foto de Palestina em Portugal.

A concentração "Pela Paz no Médio Oriente! Pelos Direitos do Povo Palestiniano!", convocada pelo Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (link is external), CGTP e Conselho Português para a Paz e Cooperação - CPPC (link is external), teve lugar esta quarta-feira no Martim Moniz, e contou com a presença do Bloco de Esquerda. Os manifestantes apelaram a uma "Palestina livre", ao "fim do genocídio", "fim do apartheid", "fim do bloqueio a Gaza". Segundo a SIC Notícias, três pessoas foram detidas.

Neste mesmo dia, em muitos bairros da Cisjordânia, incluindo Ramallah, Nablus e Hebron, os palestinianos saíram às ruas. De acordo com a Reuters, as forças israelitas mataram a tiros dois adolescentes palestinianos perto de Ramallah durante os protestos.

Vários países árabes mobilizaram-se, com a Turquia e o Líbano a decretarem luto após o bombardeamento do hospital em Gaza e Amã, Tunes, Beirute, Damasco e outras capitais do mundo árabe a serem palco de manifestações de apoio à Palestina.

Em Amã, cerca de 5.000 jordanos reuniram-se em frente à embaixada de Israel para exigir a expulsão da missão diplomática israelita. Apesar de serem repelidos pelas forças de segurança do país, continuaram o protesto nas ruas. Em Tunes, milhares de pessoas concentraram-se nas imediações da embaixada de França e condenaram o apoio ocidental a Israel, exigindo ainda que exigir que os seus embaixadores fossem removidos da Tunísia. No Líbano, o partido xiita convocou um protesto nos subúrbios do sul de Beirute. Na capital síria, centenas de pessoas reuniram-se perto do Parlamento. Milhares de egípcios manifestaram em diferentes cidades. Os manifestantes reunidos em frente ao Parlamento em Rabat gritaram “Abaixo a América” e exigiram que Marrocos revertesse a sua decisão de 2020 de normalizar as relações e aprofundar os laços de segurança com Israel.

Manifestantes invadem edifício do Congresso

Numa iniciativa organizada pelo movimento Jewish Voice for Peace, pelo menos uma centena de manifestantes, vestidos com camisolas pretas estampadas com as palavras “Judeus dizem cessar-fogo agora” e “Não em nosso nome”, invadiram o Cannon Building, um dos edifícios do Congresso, e exibiram grandes faixas onde se podia ler “cessar-fogo” e “Deixem Gaza viver”. Entretanto, centenas de pessoas reuniram-se no National Mall, perto do Capitólio, em Washington.

Mais de 1.000 pessoas também se reuniram no Capitólio do Estado de Minnesota na noite de quarta-feira para uma manifestação pacífica em solidariedade com a Palestina. Os manifestantes pediram um cessar-fogo em Gaza e assistência humanitária ao povo de Gaza. Em Astoria, em Queens, Nova Iorque, milhares de manifestantes pró-Palestina ocuparam a Steinway Street.

Já em Penn, na Pensilvânia, centenas de pessoas reuniram-se em frente ao Centro da Biblioteca Van Pelt-Dietrich para uma greve e vigília organizada pela Penn Against the Occupation e Drexel University Students for Justice in Palestine. Os manifestantes seguraram cartazes com mensagens como “Anti-sionismo não é anti-semitismo” e “Judeus por uma Palestina Livre”. Na cidade de Cambridge, estado de Massachusetts, o Comité de Solidariedade com a Palestina de Harvard e os Estudantes de Pós-Graduação de Harvard pela Palestina organizaram um die-in e uma marcha. Mais de 150 estudantes da Berkeley High saíram das aulas e participaram numa marcha pelo cessar fogo na Palestina. “Recusamo-nos a ficar em silêncio enquanto tantas famílias são massacradas e milhões são deslocados à força”, disse um estudante da Berkeley High no protesto. “Pedimos o fim da ocupação que os palestinianos suportam há 75 anos”, avançou outro aluno. Durante o percurso ouviram-se palavras de ordem como “Parem de bombardear Gaza” e “Do rio ao mar, a Palestina será livre”. Protestos semelhantes ocorreram em São Francisco e em outras escolas.

Protestos multiplicam-se

Roma também foi palco esta quarta-feira de um protesto que juntou perto de mil pessoas na Piazza della Repubblica, uma das praças mais movimentadas da capital. Agitando bandeiras palestinianas, os manifestantes apelaram à solidariedade com a Palestina. Em Londres, cerca de 5.000 pessoas reuniram-se em frente ao gabinete do primeiro-ministro, no centro da cidade, numa vigília de homenagem aos palestinianos mortos no ataque na noite de terça-feira ao Hospital Batista Al-Ahli, em Gaza. A multidão gritou slogans como “Parem de bombardear Gaza” e “Palestina Livre”, agitando bandeiras palestinianas.

No centro de Berlim, os protestos irromperam junto ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha em apoio à Palestina. Vários manifestantes foram detidos. Milhares de gregos marcharam em Atenas, carregando faixas com slogans anti-EUA e anti-Israel. A manifestação foi convocada pelo sindicato PAME, e contou com a presença do Embaixador da Palestina na Grécia, Yussef Dorkhom e de Dimitris Koutsoumpas, secretário-geral do Partido Comunista Grego (KKE). Em Haia, o Tribunal Penal Internacional (TPI), também foi palco de protestos. Os manifestantes carregaram cartazes onde se podia ler: “Justiça para a Palestina – Parem o Genocídio” e “Quantas crianças morrerão até que Israel seja processado?”. Centenas de membros da comunidade palestiniana de Edmonton, capital da província de Alberta, no Canadá, reuniram-se em frente ao Parlamento. Mousa Qasqas, porta-voz da comunidade palestiniana local disse aos jornalistas que deseja ver o governo federal canadense condenar os últimos ataques na Faixa de Gaza.

Para além das fronteiras europeias, em Tóquio, manifestantes em frente à Embaixada dos EUA gritaram “EUA, que vergonha” e “Joe Biden, que vergonha”. Na África do Sul, o sindicato NEHAWU (The National Education, Health and Allied Workers' Union) organizou uma marcha em Joanesburgo em solidaridade com a Palestina. Bogotá, na Colômbia, Manila, nas Filipinas, também se insurgiram contra o ataque militar israelita contra o povo de Gaza.