Israel

A narrativa do primeiro-ministro de que a paz no Médio Oriente era possível sem os palestinianos foi destruída pela incursão brutal do Hamas e pela guerra que se seguiu. Por Meron Rapoport.

Neste momento de profunda dor, agarro-me à única coisa que me resta: a crença absoluta de que este inferno não está predestinado. Nem para nós, nem para eles. Artigo de Orly Noy.

O diário israelita diz que a responsabilidade pela tragédia que se abateu sobre Israel no fim de semana cabe inteiramente a Benjamin Netanyahu. Leia aqui o editorial do Haaretz.

O ataque indiscriminado às populações civis viola o direito internacional. Isto aplica-se aos massacres perpetrados pelo Hamas ou pela Jihad Islâmica, mas também aos bombardeamentos de edifícios residenciais pelo Exército israelita. Declaração da Presidência da Esquerda Europeia.

Uma organização de pais enlutados que organiza debates nas escolas foi proibida de o fazer. O ministro da Educação considera “inaceitável” equivaler o luto israelita e palestiniano.

Sem a presença da oposição no parlamento, o governo israelita de extrema-direita avançou com votação de uma reforma do sistema judicial que pretende limitar a separação de poderes. Nas ruas há manifestações, bloqueios de estradas, prepara-se uma greve geral e há reservistas a dizer que não voltam às forças armadas.

Sob o atual governo de extrema-direita, os colonos atingiram o auge dos seus poderes. Não pensam, nem por um momento, em reconhecer os limites do seu poder, porque o vetor das suas ambições políticas é linear e inequívoco. Não podem recuar. Por Menachem Klein.

Cerca de 400 colonos incendiaram casas e carros em Turmus Ayya. Um palestiniano que enfrentou os atacantes foi morto a tiro pela polícia de fronteira israelita.

Pela primeira vez desde a Segunda Intifada, um helicóptero israelita abriu fogo para cobrir a retirada de soldados durante a incursão ao campo de refugiados. 91 pessoas ficaram feridas, 23 das quais em estado grave.

Vários coletivos insurgem-se contra a "Pride Party" que o apartheid israelita promove esta quarta-feira no bar Finalmente. Comunidade palestiniana convoca protesto e diz que "o amor vencerá contra o preconceito, o racismo e a violência".

Provoca uma enorme perplexidade a forma como a chamada comunidade internacional reage a este conflito, quase como algo de inevitável em relação ao qual nada possa ser feito. Um olhar muito diferente em relação a outros conflitos ou guerras. Por José Manuel Rosendo em Meu Mundo Minha Aldeia.

Nesta entrevista ao Democracy Now, o responsável pelo relatório da Amnistia Internacional lançado esta semana, Matt Mahmoudi, explica o sistema que o diário israelita Haaretz apelida de "apartheid biométrico".