Função Pública

Após uma ronda negocial sem novas propostas e que bateu "um recorde de brevidade”, a Frente Comum acusou o Governo de “farsa negocial”.
 

Dez cêntimos a partir de 2027 é o que o Governo está disposto a conceder de aumento. Os sindicatos contrapõem que não dá nem para comprar um pão.

As previsões da Frente Comum confirmaram-se e são muitos os serviços públicos encerrados ou com fortes perturbações no funcionamento esta sexta-feira. Trabalhadores exigem “a reversão deste caminho de empobrecimento”.

Escolas encerradas, serviços de saúde e justiça com perturbações e forte adesão nos serviços das autarquias e administração pública. Esta é a expetativa dos sindicatos para a paralisação de 24 de outubro.

Os trabalhadores da Função Pública foram à residência do primeiro-ministro entregar um caderno reivindicativo do qual se destaca a proposta de um aumento salarial de 15% com um mínimo de 150 euros.

Para a Frente Comum, a “Reforma do Estado” não se fará para defender e dignificar os serviços públicos e as funções sociais do Estado. Outros sindicatos lembram que é preciso negociar.

Greve começa esta quarta-feira e acaba na sexta-feira. Federação sindical reivindica respostas aos 175 mil trabalhadores das carreiras gerais que exercem funções no setor público.

Em dois anos, o número quase que triplicou. A maioria encontra-se na Administração Pública, Defesa e Segurança Social e no setor da Saúde e Apoio Social.

Acordo apresentado pelo Governo e assinado pelos sindicatos da UGT tira poder de compra a uma parte dos trabalhadores da função pública. Frente Comum fala em "política de empobrecimento".

Uma greve e uma manifestação concorridas marcaram o dia de luta dos funcionários, afetando o funcionamento de escolas, da saúde e de vários outros serviços públicos.

Ministério das Finanças admite regresso da regra que só permite contratação para a função pública em reposição de trabalhadores que saíram. Sindicatos falam em "regra cega".

Em dia de forte paralisação, os trabalhadores da Função Pública também saíram à rua e lembram que o governo ainda nem negociou a proposta sindical. Mariana Mortágua diz que o Governo prometeu resolver problemas em campanha mas agora está a deixar arrastá-los “sem solução à vista”.

Trabalhadores da Função Pública promoveram esta terça-feira um cordão reivindicativo. Frente Comum lamenta que PS, PSD, IL e Chega tenham sido unânimes a chumbar e inviabilizar propostas de aumentos salariais, valorização de carreiras e valorização e reforço dos serviços públicos.

A Frente Comum responsabiliza o primeiro-ministro pelas “respostas que não vai dar” com o Orçamento, nomeadamente na progressão na carreira e nas questões salariais. José Soeiro concorda que é “urgente” dar respostas aos trabalhadores.

Mariana Mortágua foi esta manhã à Escola Passos Manuel demonstrar solidariedade para com os trabalhadores da Função Pública que cumprem esta sexta-feira um dia greve. Para ela, estão a lutar por uma “vida digna” e pela defesa dos serviços públicos.

Os efeitos da greve começaram-se já a sentir na noite desta quinta-feira, nomeadamente com várias recolhas de lixo a encerrarem. Valorização salarial e valorização dos próprios serviços públicos estão à cabeça das reivindicações apresentadas pela Frente Comum.

Um inquérito a mais de dois mil funcionários públicos sobre o Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho da Administração Pública comprovou a perceção negativa, com 90% a considerá-lo injusto.

Mecanismo que permitirá que quem sofreu congelamento de carreira possa, em seis anos, e não em dez, progredir uma posição na tabela remuneratória deixa de fora trabalhadores com contrato individual de trabalho (CIT) e técnicos de diagnóstico e terapêutica.

Na sequência do aumento intercalar de 1% dos funcionários públicos, o Governo atualizou as tabelas de isenção mas não isentou a Base Remuneratória da Administração Pública. Sindicatos contestam a decisão.