A Frente Comum voltou esta terça-feira à rua numa ação de luta intitulada “Cordão Reivindicativo”. Centenas de dirigentes, delegados e ativistas sindicais formaram um cordão humano e deixaram claras quais as suas reivindicações: aumentos salariais, valorização de carreiras, valorização e reforço dos serviços públicos.
A estrutura sindical considera que, no atual quadro político, é importante que o país conheça as propostas e exigências dos trabalhadores da Administração Pública, bem como que os partidos candidatos às eleições legislativas de 10 de março se pronunciem sobre suas posições e sobre as propostas concretas que têm para a Função Pública.
No seu entender, “o tempo é de fazer valer as reivindicações dos trabalhadores e de reafirmar a necessidade de uma Administração Pública mais forte e ao serviço das populações”.
Assinalando que a campanha eleitoral “será, como é costume, marcada por ‘promessas e compromissos’”, a Frente Comum refere que, “como a história tem vindo a comprovar, essas promessas e compromissos, muitas vezes não são cumpridos e tendem a ser violados, logo após a tomada de posse”.
Neste contexto, “será necessário refletir sobre o papel que cada partido teve na Assembleia da República, antes e durante a maioria absoluta do PS e daí tirar consequências”, defende a estrutura sindical.
A Frente Comum lamenta que, “fingindo ‘desacordos de fundo’, PS, PSD, IL e Chega tenham sido unânimes a chumbar e inviabilizar propostas de aumentos salariais, valorização de carreiras e valorização e reforço dos serviços públicos. “Agora, não vão faltar ofertas e promessas de ‘um futuro melhor’, precisamente daqueles que as negaram quando as podiam ter concretizado”, escreve a estrutura sindical.
No final da iniciativa, ficou a garantia de que os 740 mil trabalhadores da Administração Pública não desistem de lutar pelo reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado.