“Maioria absoluta teve políticas erradas que lutaram contra as pessoas”

15 de janeiro 2024 - 12:27

Em visita à Galiza para prestar solidariedade e apoio a Ana Pontón e ao Bloco Nacionalista Galego, Mariana Mortágua defendeu que a campanha eleitoral em Portugal deve ter “a clareza sobre o que é que cada partido defende e como pretende aplicar cada medida”.

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Em declarações aos jornalistas na Galiza, que terá eleições no dia 18 de fevereiro, Mariana Mortágua lembrou que o Bloco Nacionalista Galego (BNG) é “um partido irmão, que partilha uma história com o Bloco de Esquerda”, e expressou “a sua solidariedade e apoio ao BNG”, convicta de que o mesmo “liderará o próximo Governo e que Ana Pontón será a próxima presidente da Galiza”.

Sobre as eleições portuguesas, a coordenadora bloquista frisou que é importante que estas sirvam “para uma viragem face às políticas da maioria absoluta que agravaram os problemas do país na Saúde, na Educação, na Habitação”.

“Todos vemos as filas de espera nos hospitais, as escolas sem professores as pessoas que não conseguem pagar a renda da casa ou a prestação ao banco com o seu salário, e a maioria absoluta não só não conseguiu responder a estes problemas como agravou-os”, afirmou Mariana Mortágua.

A dirigente do Bloco destacou ainda que “a maioria absoluta teve políticas erradas que lutaram contra as pessoas em vez de ao seu lado para resolver estes problemas”.

De acordo com Mariana Mortágua, nestas eleições estão em causa “as respostas, as soluções para os problemas que as pessoas sentem na sua pele, no seu dia a dia”, e “o que é preciso que saia desta campanha é a clareza sobre o que é que cada partido defende e como pretende aplicar cada medida”.

Chega é o “porta-voz dos grandes interesses”

Interpelada pela comunicação social sobre o congresso do Chega, a coordenadora do Bloco disse que “o único balanço que há a fazer do Chega é que ele se transformou no partido dos interesses”.

“O Chega é financiado por grandes grupos económicos, por interesses imobiliários e financeiros. E, por isso, as posições que o partido tem tomado, e que o seu líder André Ventura tem tomado, são posições que defendem interesses específicos. Quando o Chega toma posição sobre os CTT, não é o Chega que está a falar, são os acionistas dos CTT, que têm delapidado a empresa, pagando a si mesmos dividendos superiores aos próprios lucros dos CTT”, detalhou Mariana Mortágua.

“É isto que o Chega é: uma representação de interesses financeiros e de interesses imobiliários que estão, neste momento, a pagar a sua campanha. É o porta-voz dos grandes interesses, que são o contrário do que o país precisa, são o contrário de bons salários e de uma vida boa para as pessoas. São interesses que só querem saber do seu próprio lucro. Combater o Chega é combater os donos disto tudo”, rematou a dirigente bloquista.