Lutas

Funcionários públicos dizem que “serviços públicos não são mercadoria”

17 de julho 2025 - 15:49

Os trabalhadores da Função Pública foram à residência do primeiro-ministro entregar um caderno reivindicativo do qual se destaca a proposta de um aumento salarial de 15% com um mínimo de 150 euros.

PARTILHAR
Marcha da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública "Serviços Públicos não são mercadoria!"
Marcha da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública "Serviços Públicos não são mercadoria!" Foto de RODRIGO ANTUNES/LUSA.

Os trabalhadores da Função Pública saíram esta quinta-feira às ruas de Lisboa para afirmar de viva voz que “serviços públicos não são mercadoria”.

O protesto passou pelo trajeto entre o Largo da Estrela e o Palácio de São Bento enquanto se faziam ouvir palavras de ordem como “saúde, educação, segurança social são direito universal” e “o aumento dos salários é urgente e necessário”.

No dia em que a Assembleia da República discute o “Estado da Nação”, os funcionários públicos entregaram na residência oficial do primeiro-ministro o seu caderno reivindicativo do qual fazem parte medidas como um aumento salarial de 15% com um mínimo de 150 euros para todos os trabalhadores, a valorização das carreiras e a defesa de serviços públicos de qualidade.

A ação foi convocada pela Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública cujo coordenador, Sebastião Santana, explicou à Lusa que a proposta de aumento salarial é “justa no caminho de recuperação do poder de compra” e “perfeitamente exequível”

O dirigente sindical reiterou a abertura a negociações, ressalvando “não vamos é negociar os meios por cento, os uns e os dois por cento que o Governo tem aplicado”

Igualmente presente, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, considerou que há um “conjunto de serviços públicos que têm sido completamente esquecidos e depauperados pelas políticas que têm vindo a ser seguidas”. Para ele, “este Governo coloca no seu programa a continuação de uma política de degradação dos serviços públicos, de ataque ao Serviço Nacional de Saúde, de ataque à escola pública, de ataque agora à Segurança Social”.