"O Governo sentou-se à mesa sem nada em relação à última reunião", afirmou Sebastião Santana, à saída da reunião com a secretária de Estado da Administração Pública, citado pela agência Lusa. O coordenador da Frente Comum dos sindicatos da administração pública acrescentou que a única novidade foi a possibilidade de antecipar para 2026 o aumento do subsídio de refeição, que na última reunião o Governo tinha proposto que fosse de dez cêntimos em 2027, ao que os sindicatos responderam que “nem dá para comprar um pão”.
Função Pública
Forte adesão à greve “é a resposta dos trabalhadores à ausência de soluções”
Considerando que as propostas avançadas pelo Governo não servem para valorizar carreiras e serviços públicos, Sebastião Santana concluiu que “o que o Governo está a fazer é comprar conflito social”.
"Nós não abdicamos das mesas negociais. [mas] têm que ser mesas negociais. Não podem ser coisas a roçar a farsa. Para isso, não há necessidade nenhuma de estarmos todos a perder tempo", disse o sindicalista, sublinhando ter sido batido "um recorde de brevidade" na reunião desta quarta-feira.
O Governo pretende atualizar os salários da Função Pública em 2,1% no próximo ano, um valor abaixo da inflação que o próprio Governo prevê. Os trabalhadores respondem que a elevada adesão à greve do passado dia 24 de outubro foi uma demonstração de que “recusamos continuar a empobrecer” e que “não aceitamos que os nossos salários continuem amarrados a uma desvalorização acordada entre o Governo e os sindicatos da UGT, quando o custo de vida continua a aumentar e as dificuldades de todos os dias se acentuam”.
Entre as 73 propostas entregues pela Frente Comum, incluem-se a do aumento salarial de 15% com um mínimo de 150 euros para todos e uma base remuneratória de 1.050 euros em janeiro de 2026