Caravana para Gaza

Amnistia Internacional exige libertação de ativistas detidos na Líbia

11 de junho 2026 - 13:15

Os dez ativistas da caravana humanitária para Gaza, entre os quais uma cidadã portuguesa, continuam detidos em Benghazi desde 24 de maio.

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Ativistas da caravana humanitária para Gaza detidos em Benghazi
Ana Margarida Baptista (em cima ao centro) e os restantes ativistas da caravana humanitária para Gaza detidos em Benghazi. Imagem da Global Sumud Flotilla

A Amnistia Internacional juntou-se aos apelos para que sejam libertados “imediata e incondicionalmente” os dez ativistas da caravana humanitária para Gaza, detidos a 24 de maio quando se dirigiam a Sirte para negociar com as autoridades locais a passagem da caravana para o Egito.

“Ao mesmo tempo que os palestinianos em Gaza enfrentam condições humanitárias catastróficas, é vergonhoso que pessoas que procuravam prestar assistência humanitária tenham sido alvo de detenção arbitrária e desaparecimento forçado”, declarou Mahmoud Shalaby, investigador regional da Amnistia Internacional, citado pela agência Lusa.

Segundo a Amnistia Internacional, os ativistas fizeram uma greve de fome entre os dias 1 e 4 de junho, da qual resultou o agravamento do seu estado de saúde, sem que lhes fosse prestada assistência médica num centro de detenção em Benghazi.

Apesar de terem mantido contactos com as autoridades que controlam o território líbio durante vários meses para assegurar que a travessia do país decorria em segurança, as autoridades líbias acusam os ativistas de não terem autorização para circular no país.

A caravana contava com cerca de 200 participantes e incluía sete ambulâncias, vinte autocaravanas e dez camiões com ajuda humanitária para serem entregues à população da Faixa de Gaza. Após a detenção da delegação negocial em Sirte, os restantes participantes interromperam a missão humanitária.

O Bloco de Esquerda questionou o Ministério dos Negócios Estrangeiros logo após a detenção dos dez ativistas sobre o acompanhamento à situação da cidadão portuguesa Ana Margarida Baptista, tendo o Governo respondido que estava a acompanhar o caso e a prestar apoio consular em cooperação com outros estados europeus. Desde então não houve mais explicações públicas por parte de Paulo Rangel.