Começa esta quarta-feira a greve de três dias convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) que reivindica respostas aos 175 mil trabalhadores das carreiras gerais que exercem funções no setor público.
Em cada um dos três dias, a greve será dirigida a uma das carreiras gerais da função pública. Esta quarta-feira, é dirigida aos técnicos superiores, enquanto que na quinta-feira será dirigida aos assistentes técnicos e na sexta-feira aos assistentes operacionais.
O objetivo é exigir um processo negocial imediato que permita subir os níveis remuneratórios e a valorização pela antiguidade dos trabalhadores das carreiras gerais. Segundo o Expresso, está em contestação um acordo de valorização dos trabalhadores da Administração Pública que o Governo assinou com a Fesap e a Frente Sindical em novembro. A Frente Comum, afeta à CGTP, não se vinculou a esse acordo porque este prevê que o processo de “reestruturação e valorização” das carreiras gerais se inicie a partir de 2027.
Trabalho
Acordo para subir salários vai tirar poder de compra a 15% da função pública
“O Governo vai perceber a falta que estes trabalhadores fazem”
O FNSTSFPS reuniu-se na segunda-feira com o Governo sobre a reestruturaçáo orgânica no Ministério das Finanças. O coordenador da federação, Sebastião Santana, considerou que a proposta de valorização desses trabalhadores não era negativa, mas considerou uma “pena que em relação aos outros não haja por enquanto nenhuma palavra a dizer”.
Segundo o dirigente sindical, entre 2010 e 2024, os técnicos superiores perderam 200 euros de poder de compra, os assistentes técnicos perderam 90 euros e os assistentes operacionais têm um salário “ligeiramente acima do mínimo”.
A greve abrange a administração central e a administração regional. O coordenador da federação diz que os impactos da greve de quarta-feira não serão notados pelos cidadãos, à exceção de alguns serviços, mas que terá impacto “do ponto de vista da análise política” porque “o Governo vai perceber a falta que estes trabalhadores fazem”.
Na quinta-feira, o impacto sentir-se-á nas repartições de finanças, serviços de Segurança Social, secretarias das escolas e receções de serviços de saúde. Na sexta-feira o impacto será sobretudo nas escolas, algumas das quais podem não abrir. Está prevista uma manifestação nacional para sexta-feira, com a exigência de aumentos salariais e a revogação do sistema de avaliação de desempenho em vigor.