Ensino Superior

Milhares de estudantes do Ensino Superior assinalaram o Dia do Estudante com uma manifestação rumo à Assembleia da República.

Fenprof reagiu às declarações de Fernando Alexandre, para quem as residências universitárias se degradam porque são ocupadas por estudantes mais pobres. Ministro diz que foi mal interpretado e Catarina Martins defende que o Presidente devia chamá-lo a dar explicações.
 

A forte chuva não demoveu os manifestantes vindos de vários pontos do país para defender o fim das propinas que o Governo quer votar a aumentar.

Nos últimos três anos, foram emitidas 3.653 certidões de cobrança coerciva por propinas em dívida às 14 principais universidades e politécnicos.
 

Num concurso para Medicina, Sousa Pereira diz que houve pressões de pessoas “influentes” para deixar entrar candidatos que não tinham tido nota mínima e que recebeu telefonema do ministro da Educação. Joana Mortágua comenta que “dificultar o acesso ao curso de medicina foi e é errado mas não se corrige com jeitinhos e irregularidades”.

Ministro da Educação anunciou aumento das propinas das licenciaturas para 710 euros no próximo ano letivo. Associações dizem que medida representa o “corte do maior elevador social que o país conheceu”. Joana Mortágua acusa o Governo de estar a fazer "um ajuste de contas contra os estudantes”.
 

À porta do Encontro da Ciência, precários da investigação exigiram novo modelo para a ciência em Portugal. Joana Mortágua diz que este modelo "está longe de ser um modelo de investimento público que torne a ciência democrática".

Mariana Mortágua e diretor da FLUL falaram sobre questionário enviado pela embaixada dos Estados Unidos da América. Coordenadora do Bloco de Esquerda elogia resposta das faculdades portuguesas e fala em "ingerência da autonomia académica".

Reivindicações como o fim das propinas ou melhores condições nas faculdades marcaram marcha nacional. Joana Mortágua diz que única solução que este governo deu aos estudantes foi "aumentar propinas".

O partido entregou um projeto de lei no sentido de uma eliminação em três fases das propinas. Prevendo que o PS possa contribuir para que acabe chumbado, os deputados bloquistas avançou ainda com um outro que, dependendo do sentido de voto daquele partido, poderia resultar no seu congelamento.

Num estudo comparativo da Associação Académica de Coimbra, o país fica também muito abaixo da média em termos de apoios aos estudantes e da percentagem do PIB investida no ensino superior.

Fenprof e Snesup foram ao Parlamento defender o fim do regime fundacional, defendendo um ensino superior com emprego mais estável, com uma organização mais democrática e que ultrapasse o subfinanciamento crónico.

Infiltrações, pragas de percevejos, falta de espaço de estudo e de infraestruturas para cozinhar. Estudantes alojados em pousadas da juventude denunciam más condições.

Centenas de bolseiros de todo o país manifestaram-se em Lisboa para reforçar a luta contra precariedade laboral e criticar a "falta de vontade" para resolver os problemas dos bolseiros.

Grupo de professores entregou um manifesto à presidente do Instituto Politécnico de Setúbal onde criticam processos de avaliação dos docentes e baixa valorização do trabalho e exigem cumprimento da lei.

Foram 50 as queixas de assédio moral e de assédio sexual registadas na Universidade de Lisboa. Apenas 20 deram lugar a processo disciplinar, e dessas, só oito resultaram em sanções.

Na primeira fase do concurso de acesso ao Ensino Superior deste ano houve uma forte quebra de entradas de estudantes beneficiários do escalão A da Ação Social Escolar.

Bloco de Esquerda posiciona-se contra o aumento das propinas anunciado para o Orçamento de Estado de 2025. Partido dá entrada esta sexta-feira de projeto de lei para pôr fim às propinas.

Governo quer exceção ao regime de dedicação exclusiva para que bolseiros possam voluntariamente assumir uma carga letiva no ensino básico e secundário. Associação dos Bolseiros de Investigação Científica vê a medida como forma de "ter o próprio Estado a usar-se da precariedade destes investigadores para resolver um problema que deve ser abordado de uma forma estrutural."

Sob o lema "Teto e Habitação, um Direito à Educação", milhares de estudantes manifestaram-se contra o aumento dos preços da habitação, que é cada vez mais uma barreira no acesso ao Ensino Superior.