A falta de camas em residências universitárias obrigou os estudantes universitários a habitarem em pousadas da juventude enquanto estudam. É uma das medidas para os jovens que o Governo apresentou este ano, mas quem vive nessa situação denuncia a falta de condições.
A medida tinha como objetivo suprimir as falhas do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, que só cumpre as necessidades de 32% dos estudantes, segundo avança o Público. Em vez de disponibilizar mais residências, o ministério da Juventude e Modernização colocou os estudantes em pousadas da juventude.
Segundo o Público, foram disponibilizadas 673 camas em pousadas da juventude pelo país inteiro, mas há apenas 249 que estão a ser usadas. Na pousada de Picoas, em Lisboa, há 30 estudantes a viver, mas as condições não são adequadas.
Os estudantes denunciaram infiltrações nas infraestruturas, mas também faltam equipamentos e espaço na cozinha, onde só há uma placa elétrica com duas bocas e foram disponibilizadas duas panelas – e isto depois de uma queixa feita aos serviços de ação social. Para além disso, os estudantes não têm secretárias próprias para puderem estudar, o que significa que o único espaço disponível é a sala comum, mas esse também é o local de convívio dos hóspedes da pousada, o que significa que não é um lugar ideal. Em alguns quartos, houve ainda pragas de percevejos, tendo os estudantes sido obrigados a mudar de quarto, mas denunciando que o problemas não está resolvido.
Apesar de o alojamento de estudantes ser uma “solução de emergência”, segundo o próprio ministério, as universidades, o ministério da Juventude e da Modernidade e Movijovem, que gere as pousadas da juventude, não conseguiram garantir as condições de adaptação de uma pousada da juventude para a estadia de estudantes universitários.