Enfermeiros

A paralisação por aumentos salariais, 35 horas semanais para todos e melhores condições de trabalho realiza-se esta terça-feira nos distritos a sul de Santarém e na quarta a norte de Leiria. No primeiro dia houve concentração à porta da sede da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, em Lisboa .

Os enfermeiros dos centros de saúde da região de Lisboa estão esta quinta-feira em greve. Na concentração junto ao Ministério da Saúde, Mariana Mortágua desafiou o Governo a usar o dinheiro disponível para valorizar salários e carreiras em vez de  o entregar ao negócio privado para gerir os centros de saúde do SNS.

Insatisfeitos com a forma como as negociações sobre carreira e valorização salarial estão a ser conduzidas, os enfermeiros promoveram, esta sexta-feira, um dia de greve geral. Centenas de enfermeiros juntaram-se em Lisboa, num desfile com início no Campo Pequeno e que se dirigiu ao Ministério da Saúde.

Ana Rita Cavaco dizia fazer mais de 400 quilómetros por dia para arrecadar ajudas de custo, aponta a acusação. A juíza de instrução diz que, nas respostas dos arguidos, "as informações não coincidem nem são razoáveis ou sequer possíveis".

Cinco sindicatos de enfermeiros uniram-se em compromisso pela enfermagem e redigiram um memorando de entendimento com as reivindicações conjuntas, demonstrando “um sinal de força para a profissão”.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses convocou uma greve que abrange os enfermeiros do setor público e social para o dia 15 de março, com paralisação das oito da manhã à meia noite.

A falta de enfermeiros neste hospital “é uma realidade evidente”, diz o SEP. O que leva à redução de enfermeiros por turno, horários excessivos, trabalho extraordinário, acumulação de dezenas de feriados não gozados, redução de folgas e aumento do ritmo de trabalho.

Uma concentração, uma greve nacional e greves às horas extraordinárias foram convocadas pelos vários sindicatos do setor.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses exige contratos sem termo para os 60 profissionais que “são necessários e a qualquer altura podem ir para a rua", apesar de o hospital precisar de mais enfermeiros do que os que tem atualmente.

A única lista de oposição à atual direção foi excluída do processo eleitoral por alegado incumprimento do prazo de entrega da candidatura. A lista recorreu ao tribunal e fala em "golpe contra a democracia na Ordem dos Enfermeiros".

 

O promotor do Movimento Enfermeiros Unidos diz que "a enfermagem tem sede de mudança" e que vai procurar representar "uma alternativa que tenha uma visão ambiciosa para a profissão e para a saúde em Portugal".

Mário Macedo é um dos promotores do movimento e diz que é preciso “lutar por uma saúde que tenha como base um paradigma não corporativo” e esteja focada no interesse dos cidadãos.

Centenas de enfermeiros foram ao Ministério da Saúde em defesa da valorização da profissão e contra o arrastar dos problemas por parte do Governo. Mariana Mortágua diz que "são estes profissionais que nos trazem as soluções para o SNS".

Face ao subdimensionamento, a administração abriu instalações para doentes ficarem até terem vaga no internamento. Contratou enfermeiros e solicitou autorização para os fixar. O Ministério das Finanças recusou. Agora o internamento transitório terá de fechar, os enfermeiros ficam sem trabalho e a carga dos outros aumentará.

Estes profissionais juntam-se para “fortalecer o papel da enfermagem, melhorando a qualidade dos cuidados oferecidos à população”. Acreditam que “é inconcebível” o “constante afastamento” dos enfermeiros dos “locais de reflexão, planeamento e decisão em saúde”.

Por melhores condições de trabalho, pela contratação de mais profissionais e pelo fim da precariedade, entre outras reivindicações, o Dia Internacional do Enfermeiro será marcado por uma jornada de luta.

Enfermeiros acusam administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte de não cumprir compromissos feitos no início de março, exigem mais contratações, o fim das macas nos corredores e a valorização da carreira.

Profissionais acusam a administração de manter “uma incompreensível e inaceitável inércia em que arrasta os problemas e as injustiças”. Sobrecarga de horários, que prejudicam a prestação de cuidados, e posições remuneratórias estáticas figuram entre as razões do protesto.