Argentina

A investigação aponta para que o presidente argentino tenha recebido cinco milhões de dólares por promover a moeda fraudulenta. Cerca de 86 mil pessoas foram enganadas em todo o mundo.

Emiliano Gullo

Durante os primeiros três anos da ditadura, a classe trabalhadora argentina protagonizou greves parciais surpresa e centenas de atos de sabotagem. O movimento dos Montoneros foi acompanhado por uma mobilização em massa.

Mariano Pacheco

Reforma laboral foi aprovada na Câmara dos Deputados após a meia-noite, ao som de tachos e panelas que ecoaram em vários bairros de Buenos Aires até altas horas da madrugada.

Martin Pared

O economista de esquerda analisa as diversas explicações para um presidente com uma derrota política recente, acossado por escândalos, com um registo de ataques sociais profundos e com um economia à beira de um resgate ter vencido surpreendentemente recentes eleições intercalares. Sem esquecer o papel do peronismo e a esperança da esquerda.

O presidente ultraliberal e de extrema-direita celebrou um “ponto de inflexão” e usou a retórica trumpista da grandeza nacional ao mesmo tempo que louvava o empréstimo “sem precedentes” de Trump, que terá sido fundamental para o resultado. E, imediatamente, ameaçou com mais “reformas”.

Trump despeja dólares para evitar o derretimento da moeda argentina, nas vésperas das eleições que renovam metade dos deputados e um terço dos senadores. Média de sondagens aponta para um empate técnico entre o partido de Milei e o Peronismo.

Luís Leiria

Trump diz que se retirará de todas as negociações se as urnas lhe trouxerem um resultado negativo na Argentina. A submissão de Milei confere um significado adicional às eleições de domingo. Decide-se se o país caminha para ser uma espécie de protetorado suis generis ou se votará com para recuperar a soberania.

Eduardo Lucita

O objetivo da intervenção do governo Trump é que Milei ganhe as eleições intercalares para o Congresso e depois desvalorize a moeda para impulsionar as exportações e trazer dólares. Mas isso também significará o regresso da inflação elevada. Lá se vai a economia da motosserra.

Michael Roberts

Após a derrota eleitoral em Buenos Aires, o revés do Congresso aos seus vetos, os escândalos de corrupção e a tempestade nos mercados financeiros, Milei espera encontrar uma bóia de salvação em Trump e no FMI. 

Claudio della Croce

Três vetos presidenciais foram rejeitados em votações na Câmara dos Deputados e no Senado argentino. Verbas para um hospital pediátrico, mais investimento nas universidades e transparência no financiamento das regiões vão assim ser uma realidade. Com eleições nacionais à porta, a motosserra parece ter emperrado.

O presidente argentino dizia que ia meter o “último prego no caixão” do peronismo. Ao invés, teve de reconhecer uma “derrota clara” na maior província do país e com legislativas à porta.

Se a fraude com a criptomoeda afetou a credibilidade pessoal do presidente argentino, a revelação de supostas luvas no órgão que administra fundos sensíveis expõe a gestão libertariana a um golpe muito mais profundo: o fantasma da corrupção estrutural.

Rubén Armendáriz

Associações de pessoas com deficiência falam em regressão de “cem anos” nas políticas do setor e de uma “política de crueldade, de desumanização das pessoas com deficiência, que são vistas como descartáveis” porque “não se encaixam no mercado de trabalho”.

Rodrigo Durão Coelho

Homem nasceu em 1977, no centro clandestino La Escuelita, na cidade de Bahía Blanca, Os pais foram raptados quando a mãe estava grávida de cinco meses, deixando a irmã ainda bebé com vizinhos. Ela nunca deixou de procurar o seu irmão e tornou-se uma das dirigentes das Avós da Praça de Maio..

Héctor Oesterheld legou-nos um exemplo e uma história que, neste tempo de individualismo voraz, ajuda a recuperar a ideia do herói coletivo: ninguém se salva sozinho.

Facundo Maceira

Para combater Milei, emigrantes argentinas lembram o 24 de Março. Ação está marcada para dia 30, às 15h, em frente à Embaixada da Argentina em Lisboa. Organizadora fala com o Esquerda.net sobre a exigência de lembrar a ditadura e combater a repressão e os ataques à liberdade de expressão do ultraliberalismo de Milei.

Daniel Moura Borges

A polícia atacou a manifestação sem qualquer justificação, causando dezenas de feridos, um deles em estado muito grave. Houve mais de uma centena de detidos que os tribunais ordenaram que fossem libertados em nome do direito à manifestação. Os protestos estenderam-se pela noite em Buenos Aires.

O porta-voz presidencial anunciou ainda a introdução de um sistema de “votação” online para se decidir que jornalistas podem fazer perguntas nas conferências de imprensa. O governo de Milei quer convidar influencers e youtubers seus apoiantes para estas conferências.

O presidente argentino recomendou o investimento numa “criptomoeda” desconhecida apenas minutos depois desta ter sido criada. Esta valorizou milhões, que ficaram nos bolsos de um punhado de investidores, e depois fez quem caiu no esquema perder 90% do investido. Milei, com ligações aos promotores do esquema, acabou por retirar a publicação.

Manifestação juntou diferentes setores da esquerda argentina no seguimento das declarações de Milei sobre a comunidade LGBTI+.