Opinião

Renato Soeiro

No apoio ao Haiti, que o mundo comovido e solidário se apressou a dar, a União Europeia mais uma vez é quase totalmente invisível. É claro que os Estados Unidos, o Brasil e outros países da região estão muito mais envolvidos do que os europeus, o que é natural dada a proximidade, mas é também um facto que vários países europeus estão a prestar uma ajuda significativa nesta operação de socorro. No entanto, ao vermos os relatos televisivos vindos do Haiti, todos reparamos nas marcas bem visíveis da "US AID" e outras, mas o mesmo não acontece com a "EU AID". Porquê? Porque ela verdadeiramente não existe enquanto tal.

Pedro Filipe Soares

A Justiça sempre foi anunciada como sendo cega. Pelo menos, apresentam-na com uma venda. Dizem que simboliza a sua imparcialidade, não interessando a posição de quem se encontra perante a Justiça: o apanágio da igualdade suprema.

António Chora

2010, será o ano em que termina a produção do carro que fez esta empresa e pode não ser um ano fácil em termos de vendas, se os governos europeus acabarem com os apoios ao "abate de carros", dizem alguns analistas que se tal suceder, as reduções nas vendas podem ultrapassar 3 milhões de carros em toda a Europa, as marcas que mais vendem, serão as mais prejudicadas e a VW, com a maior fatia no mercado europeu, pode ser bastante afectada.

Miguel Reis

O "acordo" assinado entre o Ministério da Educação e os sindicatos traduz uma derrota inequívoca das políticas de Sócrates. Só que o maior erro dos professores seria encará-lo como uma anestesia, inibindo a continuação de uma luta que tem mostrado valer a pena.  

Natasha Nunes

Quando os EUA, durante a cimeira de Copenhaga, optaram por privilegiar a negociação entre grandes potências em detrimento das discussões com o grosso dos estados, quaisquer quimeras de um advento multilateralista, no domínio da geopolítica internacional, cairiam por terra.

Ricardo Coelho

Quando a crise financeira estalou, os mesmos governantes e empresários que defendem o livre mercado e a concorrência apareceram a defender o intervencionismo para salvar os especuladores. Este exemplo das contradições inerentes ao sistema capitalista mostra-nos como, longe do ideal do livre mercado, vivemos sob um conluio entre o poder político e o poder económico. O rentismo, processo pelo qual as empresas usam os seus recursos para influenciar decisões políticas que as afectam e assim obter rendas, é o fantasma que assombra a regulação, levando a um desperdício de recursos e a um desempoderamento dos cidadãos.

Bruno Maia

Portugal aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. É o sexto estado na Europa e dos primeiros a fazê-lo em todo o mundo. Tomando o exemplo da abolição da escravatura, em que fomos pioneiros, voltamos a estar na linha da frente do progresso e dos Direitos Humanos. Ainda que com a criação de uma nova discriminação na adopção.

João Teixeira Lopes

Pacheco Pereira já disse e escreveu muitas barbaridades. É talvez o único intelectual de variedades português que se afirma pela sua construída aura de crítico maldito dos mass media (uma espécie de herdeiro tardio de Adorno e Horkheimer...), acumulando um valioso capital simbólico que lhe permite escrever e aparecer em dezenas de jornais, revistas e televisões, convertendo esse precioso carisma no não menos precioso capital económico.

Alice Brito

A Itália é um dos mais belos países do mundo.



Da Itália nos chegaram os Romanos carregadinhos de civilização. Plantaram-na em tudo quanto era sítio, edificando impérios pujantes, a mancha imperial a derramar-se por todo o mundo que então se conhecia.

Mariana Aiveca

Qual será a resposta que o PS e PSD têm para nos dar quando no dia 22 de Janeiro se voltar a discutir a proposta do Bloco de Esquerda para alterar as regras de atribuição do subsídio de desemprego?

Pedro Soares

No passado dia 30 de Dezembro, a imprensa fazia referência ao facto de as vítimas do mini-tornado que, em Abril de 2008, afectou concelhos do distrito de Santarém, ainda não terem recebido os 300 mil euros prometidos pelo Governo de então para fazer face aos danos ocorridos. Espera-se e exige-se que a atitude deste Governo em relação aos estragos provocados pela intempérie de 23 de Dezembro, sobretudo no Oeste e no Algarve, não se repita.

Rita Calvário

As alterações climáticas colocam-nos a urgência de agir perante os riscos para as condições de vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Mas nem acções concretas, nem urgência nas decisões, foram resultados da cimeira de Copenhaga. Os resultados foram a desilusão e o falhanço.