O corte de rating é infelizmente mais um murro no estômago de todos aqueles que, para não variar, andam a pagar a crise em Portugal. Mas representa sobretudo uma bofetada ideológica nos sectores que defendem que o problema se resume a termos vivido “acima das nossas possibilidades”.
Os palestinianos estão a trabalhar para obter o reconhecimento formal da sua soberania na reunião de Outono da Assembleia Geral das Nações Unidas. A sua intenção é solicitar uma declaração de que o Estado existe dentro das fronteiras de 1967, anteriores à guerra israelo-palestiniana.
A proposta de criação de um «contrato único» de trabalho é uma das novidades, inserida no programa do governo PSD/CDS, recentemente discutido no Parlamento.
O ministro Santos Pereira disse que "tudo vai fazer" para combater aquela que é a pior taxa de desemprego dos últimos 100 anos. Mas quem se detiver no programa do Governo, confirma que de intenções está o inferno cheio.
Esta secretaria de estado vai dar atenção ao livro e ao património e não vai dar atenção à criação e à rede de cine-teatros. São escolhas legítimas mas, na minha opinião, erradas.
O programa do governo dedica 2051 palavras à política de saúde, melhor dizendo, ao sistema de saúde. O programa não é sobre os problemas do SNS e as medidas para a sua modernização e desenvolvimento mas sobre a redução de direitos e a privatização de centros de saúde e hospitais.
Aos três PEC’s, depois da oportuna interrupção, juntou-se-lhe um quinto ainda mais agressivo, com a amnésia que se exige a quem aprova este e diabolizou o anterior.
Esta economia doente e envenenada é um "sistema dual": de um lado os que lucram com a doença prolongada da economia; do outro, toda uma economia, milhões de pessoas que sofrem para beneficio daqueles.
Passos Coelho pôs o país a falar do novo imposto sobre o subsídio de Natal e, com isso, conseguiu um quase silêncio sobre um programa de governo que é, no seu todo, de uma violência inaudita.