O Ministro da Economia confirmou ontem na Comissão de Economia que o passe social é para acabar. Diz o Governo que o passe social é um erro porque é igual para todos. Que uma tarifa social, só para os mais pobres, é o que tem sentido. Mas não é verdade. E é perigoso.
Escrever por estas alturas do ano é por tradição um convite à imaginação. No entanto, parece que em ano de crise até o catolicismo da silly season foi obrigado a fazer o seu concílio.
Ao antecipar as eleições gerais espanholas para 20 de Novembro, Zapatero antecipa o fim do seu ciclo político e muito provavelmente a saída do PSOE do governo.
Por desconhecimento de uns, (o que suponho seja o caso de Mário Crespo) ou por maldade de outros (neoliberais, de direita ou da Terceira-Via), é sempre dito que o desemprego seria menor se as indemnizações por despedimento fossem mais baixas.
Um poder político que se tem mostrado, há tanto tempo, um zeloso cuidador dos interesses da finança não tem reserva de autoridade para não ceder de novo ao mando da banca.
Em 35 anos de democracia, o país nunca conseguiu resolver a falta de habitação, apesar de ter construído casas a mais e de existirem milhares de casas que estão vazias.
Como o criminoso em causa é um elemento da extrema-direita anti-muçulmana, o acto foi imediatamente reduzido a um acto isolado de um louco, como se o louco não fizesse parte de uma rede com milhares de seguidores na Internet.
O adjectivo ganha propriedade, mas... para ilustrar o brutal corte no rendimento dos trabalhadores portugueses e a gigantesca redistribuição de rendimentos a favor dos mais ricos.