Autonomia, pela diminuição do centralismo e do controlo, quase que direto, do ministério da saúde e, especialmente, do das finanças. As promessas de maior autonomia são mais que muitas e de longa data, mas sem consequências práticas.
Há pessoas com esse talento eufórico que dissolve fronteiras entre a arte a vida, que as faz nunca desperdiçar uma oportunidade de performance, que sabem fazer explodir cada instante propício.
O jovem banqueiro providencial, nem de direita nem de esquerda, criador formal do extremo-centro, e eleito com a promessa de acabar com a extrema-direita, acabou por, à força de a imitar, se fundir em grande parte com ela.
A recente onda de violência, desencadeada pela extrema-direita inglesa, contra pessoas imigrantes e refugiadas partiu da informação – falsa – de que o assassino das três crianças era um refugiado. A pós-verdade, transformada em mentira, só cria ódio e transforma pessoas em carneiros!
Há um discurso pejorativo contra o ativismo. Este sistema é tão perverso que é capaz de nos colocar, cidadãos, a ver quem luta pelos seus (nossos) direitos como o mau da fita.
O interesse superior da criança deveria ser sempre a prioridade, mas, infelizmente, parece ter sido relegado a favor de políticas que atendem apenas a interesses mais estreitos e menos altruístas.
O governo regional criou um novo conceito de gestão partilhada - os recursos minerais passam a ser partilhados entre multinacionais extrativistas e o governo da república. A porta não está entreaberta à mineração em mar profundo. Está escancarada!
Como dizia Brecht, a arte não é um mero espelho da realidade, mas sim um martelo que a muda e transforma. Há que dinamizar a produção cultural e artística em Barcelos, caso contrário iremos perder, a longo prazo, parte da nossa identidade coletiva.
Não precisamos de um Estatuto que naturalize o trabalho doméstico e do cuidado como responsabilidades femininas. Não precisamos de um Estatuto que reserve para os homens o trabalho remunerado disponível e para nós um subsídio.
Divulgação das atas, urna por urna, continua a não ser feita pelo Conselho Nacional Eleitoral, como manda a lei e fora muitas vezes prometido. Depois do pretexto de um suposto ataque hacker contra o sistema eleitoral, as atas apareceram mas foram parar ao Tribunal Supremo de Justiça, que também não as publicou.
Não é possível separar mecanicamente as questões políticas das questões de organização. Só que esse princípio tem de ser pensado à luz das transformações do capitalismo contemporâneo, das mudanças nas classes sociais e do balanço das experiências de dois séculos de história.