Não fica bem assacar culpas aos outros pelos seus próprios desaires. É pouco decente, nada ético. E na falta destes princípios, o melhor mesmo é sair da frente. Veja-se o caso do primeiro-ministro quando se vitimiza e não assume a responsabilidade da sua própria conduta.
No dia 23, o poder estará na mão do povo: ou elegem deputados que, como os do BE, os vão defender ou, caso contrário, continuaremos atolados no lodaçal em que este governo de arguidos nos colocou.
Como Leopoldo, rei dos Belgas no final do século XIX, Donald Trump olha para a Ucrânia como o seu quintão privado, que poderá partilhar com os seus amigos, sobretudo os superoligarcas que o rodeiam na Casa Branca. Será diferente o modo de Trump encarar as riquezas da Ucrânia? Pois não é.
O PS continua o que sempre foi: um partido que, apesar de se dizer de centro-esquerda, não diverge fundamentalmente da direita nem das suas políticas e opções fundamentais.
Há uma ironia preocupante na forma como o aprofundamento da guerra fria tecnológica culminou numa inversão dos dados do problema: a IA, que começou por suscitar receios generalizados, é hoje propagandeada como bala de prata para todos os problemas da Humanidade.
Na imprensa económica, Javier Milei tem merecido elogios pela contenção da taxa de inflação. Porém, a economia contraiu mais do que se esperava e a Argentina entrou em recessão técnica, com o desemprego a aumentar. É difícil ignorar os custos sociais da política económica de Milei.
É um erro pedagógico e organizacional, para mim, impor às escolas anualmente, vários momentos de paragem: ora provas de aferição, ora provas de exame! Penso ainda, que estas provas deveriam ser aplicadas por amostragem.
Em suma, as eleições Presidenciais ilustram a fragilidade do sistema democrático e a realidade nebulosa em que vivemos. Os vários candidatos da direita, desde o PS até ao Chega, têm esgrimido por atenção, na esperança de disputar uma segunda volta.
A criação de projetos piloto de adesão voluntária, como o Bloco propõe nos Açores, terá o efeito de demonstrar o realismo da semana de quatro dias e a levar a que mais trabalhadores o reivindiquem e a que mais setores económicos embarquem nesse avanço.
Sabemos que a Paz, uma paz verdadeira e duradoura, não nascerá de um acordo sobre terras raras, tal como não surgirá da ocupação ou colonização, por muito colorida que a IA a pinte.