Chegados a abril, e quase meio ano depois da presidência de Moedas, nada de bom fica. Pelo contrário, há um caminho político que despreza as alterações climáticas, que aposta no carro para a mobilidade e que vê na habitação o negócio do costume.
A indústria portuguesa de armamento abasteceu conflitos como os da Etiópia, Afeganistão, República Centro-Africana, Líbia ou Somália, em alguns casos com a venda de "agentes tóxicos químicos ou biológicos, agentes antimotim, materiais radioativos".
Desengane-se quem acha que isto é um problema de Espanha. Não é. Todas vozes que, em todo o mundo, se têm levantado a favor da indiscutibilidade do direito à autodeterminação estão confrontadas com uma exigência de coerência. O Governo português também, portanto.
Num mundo de complexidade crescente, urge (re)criar uma democracia plural assente nos valores universais e na mundividência da globalização das culturas.
Merkel fracassou politicamente, porque a parceria económica com a Rússia, que organizaria a sua relação europeia, foi atropelada pela ambição invasora. A Alemanha passará, no futuro, a depender de importação de energia dos EUA.
Será inverosímil que aquele António Costa que rompeu com os seus aliados à Esquerda, promovendo a crise política que lhe entregou a maioria nos braços, seja agora o mesmo que pretende criar pontes e espaços de síntese com a oposição.
Quando falamos das exigências temos também que falar sobre aquilo que desejamos ver no Interior. Para tal, é preciso deixar de olhar para este como um sítio onde “vale tudo”, onde a ideia da “Mineração Verde” parece vender, quando na verdade a temos que desconstruir.
Está a ser dado um novo passo com a patologização dos adversários, que produz um efeito de agregação, mobilizando uma claque por via do ódio ao inimigo e desumanizando a outra parte.
Com esta decisão, Sanchez fez uma escolha. Não apenas pela indiferença humanitária perante um povo que vive maioritariamente em campos de refugiados, mas pela negação do direito histórico de um povo colonizado à sua própria existência.
A invasão é uma catástrofe de saúde pública, com consequências que ultrapassam as fronteiras da Ucrânia. A Rússia é o agressor que iniciou uma guerra injustificada. A luta por um mundo mais justo, solidário e em paz nunca foi tão atual e urgente.
Além do sofrimento e da destruição que tem causado para quem está diretamente envolvido, a invasão da Ucrânia está a provocar muitas outras consequências perversas para lá do teatro de guerra.