Opinião

António Lima

Em freguesias urbanas de Ponta Delgada, como São José, ultrapassa os 7% e nas Furnas os 13%. Estes números são alarmantes e indicam uma tendência preocupante de transformação de habitações familiares clássicas em alojamentos temporários para turistas.

José Soeiro

Não deixa de ser curioso que as questões da família e da natalidade sirvam à direita para espicaçar “guerras culturais”,  assentes numa retórica reacionária, mas resultem numa prática vazia quando se trata do apoio concreto às famílias.

Pedro Amaral

A ministra da saúde demorou 17 dias a agir perante uma greve, uma semana depois da primeira morte associada ao tempo de espera no INEM, mas em três dias resolveu intervir sobre a cor dos boletins – estando simultaneamente a lidar com ambas as situações.

Madalena Figueira

Maria Luís Albuquerque foi nomeada Comissária dos Serviços Financeiros. Tem o curriculo ideal para o projecto político que agora se fortalece: aprofundar os mercados de capitais, tornar todos os cidadãos potenciais investidores e desmantelar ainda mais o Estado Social.

Luís Fazenda

O 25 de Novembro foi um golpe intramilitar de direita. Não teve consequências imediatas na estrutura do poder político nem impediu a posterior aprovação da Constituição que, apesar de revista sete vezes, continua a ser o foco dos ataques de toda a direita.

Francisco Louçã

Em nome da fantasia de um exército de robots obedientes a algum grande educador do proletariado, a esquerda conservadora propõe na Alemanha a deportação de imigrantes.

Helga Calçada

Os reféns da CPAS são importantes agentes da justiça portuguesa cuja atividade profissional se foca na defesa dos direitos dos cidadãos. E a quem caberá defender os seus direitos, quando estes são coartados por um regime contributivo não compaginável com a realidade?

Nuno Pinheiro

Não haverá paz sem o reconhecimento (ou o extermínio, como muitos pretendem em Israel) dos direitos do povo palestiniano, é isto e não a guerra santa que a comunidade deve procurar. Será a única forma de terminar o mais duradouro foco de conflito posterior à 2ª Guerra Mundial.

João Moreira da Silva

Não nos devemos enganar pelas narrativas recicladas por Starmer, Montenegro e companhia, que alegam uma preocupação com o passado, mas que o deixam “lá atrás”. O passado não terminou com o fim formal do colonialismo.

Maria J. Paixão

Estamos a assistir, em tempo real, à erosão acelerada da democracia e do Estado de Direito edificados no Ocidente do pós-Segunda Guerra Mundial. Mais do que os abomináveis eventos a que assistimos, é a reação das elites e o discurso público dominante que dão provas disso.

José Manuel Pureza

O Papa Francisco dirigiu-se à DIALOP lembrando o dito argentino “no te arrugues!”, que quer dizer “não recues”. Fê-lo para nos desafiar: “Nunca percam a capacidade de sonhar! Esse é também o meu convite.

Adelino Fortunato

Na última década o clima geopolítico e militar degradou-se como que indicando o caminho para uma nova era. Esta nova era ameaça ter consequências dramáticas no resto do século XXI em termos de perdas de bem-estar, de mortes e de conflitos. E, pior que tudo, o espectro de uma guerra nuclear.