Silêncio, luta e inveja. E sentido inverso. A crise de nervos que António Costa provocou na oposição à Direita foi o golpe de teatro mais cómico (não fosse trágico) desta legislatura.
Com as sondagens para as europeias a correrem mal e a sentir a maioria absoluta cada vez mais distante, o Governo resolveu montar uma farsa. Indiferente à consequência de atiçar o país contra os professores da Escola Pública com base em manipulações.
No Alentejo Litoral, o negócio das estufas vai destruindo o Parque Natural. Ao mesmo tempo, a destruição da natureza é feita com recurso a mão-de-obra, na prática, escravizada.
O que se atingiu nas áreas do trabalho e segurança social com a geringonça, e a que nunca seria possível chegar com o PS a governar sozinho, contribuiu para melhorar as condições de vida em Portugal.
No passado dia 25 de Abril, comemorámos a liberdade e logo a seguir, no 1.º de Maio, o trabalho com direitos. E enquanto defendermos Abril, não podemos deixar cair a Segurança Social, a última trincheira de um povo que quer ter futuro.
A direita ficou em transe porque ajudou o primeiro-ministro a tornar-se o melhor defensor da sua posição histórica de que se deve limitar os salários como modo de ajustamento orçamental.
Por quatro vezes o Parlamento aprovou iniciativas que mandataram o Governo a reconhecer o tempo de serviço dos professores. Na primeira, o PS votou a favor.
O argumento de Costa é que as parcerias público-privadas são poucas e pouco relevantes. De facto, não são pouca coisa: recebem €2000 milhões por legislatura.
Em vésperas da greve climática estudantil, que recolheu adesões de norte a sul do país, do litoral ao interior importa ter presente alguns dados resultantes de estudos sobre o aquecimento global que o império tenta escamotear.
O povo rejubila com a descoberta do caminho para a liberdade e exige: queremos privados a gerir as instituições públicas da saúde, da educação, da segurança social. Isto não pode continuar a ser a União Soviética!