Em abril deste ano haverá um referendo no qual os chilenos decidirão se querem ou não uma nova Constituição. Esperemos que a primavera chilena triunfe nas urnas e que estes ventos de revolta e de mudança possam chegar aos seus vizinhos latinoamericanos.
Sob o governo do primeiro ministro nacionalista hindu, Narendra Modi, líder da extrema direita do BJP, a Índia tem passado gradualmente de uma democracia vibrante para um estado teocrático.
Nenhuma lealdade ou afeto justificam gestos censórios e a proibição de livros. A discussão de ideias é o que nos mantém vivos, para lá de qualquer sepultura.
O debate sobre a despenalização da morte assistida não é sobre uma escolha do Estado, dos médicos ou da família, porque só o próprio, em plenas condições de lucidez e consciência, pode decidir interromper o seu sofrimento antecipando a morte.
Não está em causa nenhum juízo de valor sobre uma série de opções que se colocam em diversas situações, mas sim a soberania de quem está próximo do fim e que deve ter direito à escolha.
Por estes dias, penso no testemunho de determinação e de diálogo do João Semedo. Sei que ele tinha toda a razão. E que esta quinta feira esse testemunho estará totalmente presente no que decidiremos.
Ontem ouviu-se um não, dito pelo jogador [Marega] alvo dos ultrajes. Dizer não. Parece coisa pouca. Mas não é. Dizer não permite-nos mostrar aos outros que existimos e estamos vivos. Um não vale mais que mil acrobacias diplomáticas. Não!
Marega deixa o exemplo de coragem. Para casos homofóbicos, machistas ou xenófobos a resposta daqui para a frente só pode ser uma: todas e todos os presentes devem abandonar esse jogo.
Passou praticamente despercebida a notícia de que a União Europeia colocou esta semana as Ilhas Caimão na lista dos paraísos fiscais. A razão foi o Brexit e a leitura não poderia ser mais clara.