A cidade é um ecossistema frágil, que precisa de humanos polinizadores. Um pouco de terra, uma fissura, a vida nasce. Ali, como ervas daninhas indesejadas, há outras lógicas de cidade não mercantil que estão a acontecer.
É difícil perceber o afã de António Costa numa frente tão improvável. E tão insustentável. É ainda pouco claro o que se retirará desta presidência portuguesa da UE. Mas parece que o slogan de António Costa de que, quando esta terminar o futuro do planeta estará melhor, é manifestamente exagerado.
Uma interpretação para a tensão com o PCP é que o Governo continua a avaliar a hipótese de haver uma crise política no outono. E, por isso, ignora a pressão do parceiro para cumprir acordos.
Como confiar num sistema político que permite que as deputadas e os deputados eleitos para representar os interesses dos cidadãos eleitores, possam agir em nome de interesses económicos particulares, muitas vezes contra o interesse público?
Se a UE realmente quisesse evitar a exportação das nefastas consequências ambientais das suas importações de alimentos deveria suspender de imediato todos os acordos de comércio internacional que não incluam normas imperativas de preservação ambiental.
Apesar do amplo consenso científico e dos avanços legislativos em vários países, que os proibiram, os esforços de mudança de orientação sexual continuam a ser levados a cabo em Portugal, sem legislação específica que os proíba.
O mandato que recebemos dos autores do 25 de abril é o de fazer dele um programa sempre por cumprir. Sempre o dia seguinte como exigência, sempre um 26 de abril que seja um passo adiante do 25 de abril.
Há 47 anos acordei cedo para ir para o Instituto de Agronomia, na Ajuda, Lisboa, onde estudava no 2º ano. Seria um dia como os outros, se não tivesse sido avisado na estação de comboios que estava em curso uma revolução.
Em 2021, queremos aprofundar essas liberdades: viver num país onde não temos que temer a discriminação e a violência e no qual o acesso à saúde, educação, habitação e trabalho com direitos são garantias inalienáveis. Só assim se é livre.
Já é tempo de retirarmos a cabeça da areia. Não foi para glorificar os crimes da guerra colonial que se fez o 25 de Abril! E quanto ao racismo, estrutural na sociedade portuguesa, já é tempo de fazer cumprir a Constituição de Abril!
Há bandidos que desistem por falta de condições objectivas para a realização do assalto, outros há que abdicam por nem se darem ao trabalho de fazer um estudo de mercado.