Todo o dinheiro pedido ao Estado este ano é dinheiro a mais, uma vez que o Novo Banco já cumpre os requisitos de capital exigidos pelo Banco Central Europeu e com uma folga de 500 milhões (que aumentará para 1000 milhões se o pedido do Novo Banco for aceite).
O governo português, que ocupa nestes meses a presidência do Conselho de Ministros da União Europeia, tem a possibilidade e a obrigação de fazer a diferença. Para isso, deve imunizar-se relativamente ao lóbi da grande indústria e ouvir as vozes de quem luta pela humanidade.
No caso português, a corrupção é a inevitável conclusão de um sistema de acumulação que tem como um dos seus principais vetores de acumulação as obras públicas, as concessões de serviços públicos, empreendimentos imobiliários, etc.
Costumamos dizer que não há Ciência sem cientistas. Eu acrescento: não há Ciência contra os cientistas. O ministro do apparatchik foi à TV dizer que vai ficar tudo bem. É preciso mudar de canal.
Dizer que as opiniões de Suzana Garcia a habilitam para candidata autárquica, mas não para candidata a deputada, candidata-se a anedota política do ano.
A atenção internacional só foi captada a partir do momento em que se verificaram lesados estrangeiros - sete mortos no ataque terrorista em Palma, levando-nos a questionar se há preocupação com as vidas moçambicanas quando não se colocam questões de conflito geopolítico.
Se se fizesse o que é necessário, teríamos cooperação reforçada na saúde e financiamento por emissão de dívida. Mas seria preciso sair do deprimentismo.
O recurso à política fiscal para financiar medidas de emergência social é uma solução aceitável, se não conduzir à perda de rendimento de um setor significativo da população e se for orientada por critérios de progressividade das taxas de imposto.
Os prejuízos de quem viveu esta pandemia em idade escolar são irrecuperáveis, mas podem ser mitigados. As contas do Governo é que são outras: uma obcecada contenção orçamental que ninguém entende.