Este acordo não é “a mãe de todos os acordos”, mas sim o filho tardio, frágil e doente de uma globalização agonizante. A receita que enfraqueceu a Europa é sempre retomada pelos seus líderes na esperança de que ela finalmente faça milagres.
Eu sabia que, enquanto a guerra se arrastasse, os pacifistas permaneceriam altamente isolados, marginalizados, trollados, afastados. O que eu não esperava era que a esquerda contribuísse para essa solidão.
Serão já dezenas as vítimas civis de um conflito entre as duas potências nucleares que continua por enquanto limitada. Islamabad diz-se vítima de um “ato de guerra” e afirma que uma retaliação mais vasta é “cada vez mais certa”.
Para a maioria dos caxemires, a melhor solução seria um Estado autónomo unificado com as suas necessidades de segurança garantidas pelo Paquistão e pela Índia. As alternativas são inatingíveis ou piores.
Há mais de uma semana que os trabalhadores mantêm uma greve por causa dos baixos salários. Esta segunda, pretendiam entregar as reivindicações às autoridades locais. À última da hora, a polícia disse que não autorizava a marcha e prendeu 104 grevistas.
Em Sriperumbudur há uma greve por tempo indefinido. Ao mesmo tempo, a multinacional está a instruir sucursais em todo o mundo a cortar até 15% do pessoal de vendas e marketing e 30% do pessoal administrativo.
Os indianos que amam e valorizam a sua Constituição - os seus direitos, a sua civilização e a sua fraternidade - terão de se preparar para uma etapa mais decisiva, que está de certeza ao virar da esquina.
Narendra Modi aprofundou o quadro neoliberal em vigor desde o início da década de 1990. A crise social decorrente desse modelo leva o governo a confiar cada vez mais num discurso perigoso e autoritário de divisão social.
Desde que tomou o poder, o primeiro-ministro indiano atacou a democracia ao ponto de o país ser hoje considerado uma “autocracia eleitoral” devido ao financiamento eleitoral desequilibrado, à perseguição pública de opositores, a meios de comunicação social enviesados e à erosão do controlo eleitoral independente.
Dois anos depois, milhares de agricultores pretendem reeditar a mobilização que fez vergar Modi. Desta feita, a polícia bloqueou estradas para impedir o seu avanço e não voltar a haver um acampamento massivo de protesto perto da capital.
Numa investigação conjunta publicada esta quinta-feira, a Amnistia Internacional e o The Washington Post referem que entre os alvos encontram-se jornalistas do The Wire e do The Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP).
Depois de uma intrusão no Parlamento e do lançamento de um gás, os deputados da oposição exigiram explicações do ministro do Interior. Quando estas foram recusadas protestaram com pancartas e acabaram suspensos numa altura decisiva da vida parlamentar.
Nesta entrevista, Sushovan Dhar aborda o papel da India na atual geopolítica, no G20 e a sua participação nos BRICS. Este artigo é a segunda parte de “Índia no plano geopolítico e diplomático”.
No próximo ano realizam-se eleições gerais na Índia. Nesta entrevista Sushovan Dhar fala sobre a atual situação no país e sobre o regime liderado por Narendra Modi e pelo partido de extrema direita Bharatiya Janata.
As temperaturas têm sido inusitadamente altas em dois estados indianos, mas as autoridades contestam o número de mortes avançado pela comunicação social. As ondas de calor tornaram-se mais intensas, frequentes e duradouras. e na Europa provocaram 16.000 mortes em 2022.
As reivindicações da greve agrária da Índia persistem três anos depois. Com perto de 250 milhões de pessoas mobilizadas, há quem diga que foi o maior protesto da História. Uma nova manifestação aconteceu no passado dia 5 de abril. Por Joanna Giménez i Garcia.