França

Quantas vezes prevaleceu a versão policial, em situações semelhantes, não havendo vídeo que desmonte a mentira? Como se lê no cartaz: "Quantos Nahel não foram filmados?" Por José Manuel Rosendo em meu Mundo minha Aldeia

Dezenas de associações, coletivos e partidos políticos apelam à participação nas manifestações no sábado em toda a França a exigir que o Governo assuma as suas responsabilidades e apresente respostas imediatas para pôr termo ao conflito social.

A noite de domingo foi mais calma nas ruas francesas, com o país político a solidarizar-se com o autarca que na véspera viu a sua casa ser alvo de uma tentativa de incêndio.

Se a lei permite hoje que as forças da ordem utilizem as suas armas de fogo sem obrigação de legítima defesa, a sociedade deve pelo menos reconhecer, em memória das vítimas, o direito à legítima raiva. Por Didier Fassin.

Os protestos contra o assassinato de um jovem pela polícia em Nanterre alastraram a muitas cidades. Governo mobilizou 40 mil polícias e proibiu circulação de autocarros e trams na região de Paris.

Imagens que mostram polícia a matar jovem de 17 anos numa operação de trânsito têm gerado protestos em várias cidades dos subúrbios de Paris. Mensagens de políticos e personalidades a repudiar o ato multiplicam-se, enquanto extrema direita e sindicatos da polícia defendem atuação.

O ministro do Interior francês anunciou que a dissolução do grupo que se tornou conhecido na mobilização contra as megabacias para a agricultura intensiva vai ser feita no próximo Conselho de Ministros. Várias pessoas foram detidas para interrogatórios. Os ecologistas prometem continuar a luta.

Faz este domingo 50 anos que a administração da fábrica de relógios LIP em Besançon, França, anunciou despedimentos em massa. Em resposta, os trabalhadores ocuparam a fábrica, lançando uma das mais famosas tentativas de autogestão operária da história. Entrevista de Martin Greenacre a Monique Piton.

Os relatores especiais lembram as denúncias de agressões contra manifestantes pacíficos, o uso de granadas e uma retórica criminalizadora por parte do Governo contra os defensores dos direitos humanos e do ambiente.

Em França, a União Nacional procurou branquear a ligação com o Kremlin através de uma comissão parlamentar de inquérito. Mas a jogada acabou afinal por revelar o que eles não queriam.

Ao fim de seis meses de luta e a dois dias de nova batalha parlamentar, a décima quarta mobilização dos trabalhadores teve menor adesão, mas a combatividade manteve-se.

 

A empresa de artigos de puericultura francesa queria impor “aumentos zero”. As trabalhadoras fizeram greve pela primeira vez na vida, aguentaram intimidações e uma carga policial. No final, os patrões cederam.

Numa comissão parlamentar muito atribulada, o campo presidencial recorreu a uma leitura maximalista de uma norma constitucional para impedir a derrota. A esquerda fala em autoritarismo e perigo para a democracia em França.

O movimento social e popular de resistência a Macron está em suspenso. A urgência das próximas semanas é, portanto, à esquerda, ocupar o espaço social e político para que os militantes que agiram em conjunto nos últimos meses se possam juntar e agir. Por Léon Crémieux.

O ex-presidente francês estava a ser julgado por corrupção e tráfico de influências. Foi considerado culpado de tentar obter favores de um magistrado num outro caso e apanhado porque os seus telefones estavam a ser escutados num terceiro caso por receber dinheiro líbio numa campanha eleitoral.

Para Jacques Rancière, Macron ultrapassou várias linhas vermelhas perante as quais os seus antecessores tinham parado. Em nome de uma ideologia "republicana" que é apenas a ideologia oficial da ordem policial destinada a assegurar o triunfo do capitalismo absoluto. Um artigo lido por Carlos Carujo.

A liga francesa de futebol organizou este fim de semana a sua campanha anual contra a homofobia. Mas vários jogadores do Guingamp, Nantes e Toulouse recusaram vestir camisolas onde estava presente a bandeira do arco-íris.

A eurodeputada do La France Insoumise, e co-presidente do grupo parlamentar europeu The Left, falou com o Esquerda.net sobre a mobilização nas ruas, a estratégia do presidente Emmanuel Macron e os desafios da esquerda francesa. Por Mariana Carneiro.

A ideologia "republicana" que alguns ainda tentam associar a valores universalistas, igualitários e feministas é apenas a ideologia oficial da ordem policial destinada a assegurar o triunfo do capitalismo absoluto. Artigo de Jacques Rancière.

Yannick Morez, presidente da Câmara de Saint-Brevin-les-Pins, apresentou um projeto para a reinstalação de um centro de acolhimento de refugiados. Foi alvo de ameaças de morte e incendiaram-lhe a casa. Acabou por se demitir por “falta de apoio do Estado”.