Chega

Poucos meses após tomar posse, um dos três presidentes de Câmaras eleitos pelo Chega já foi alvo de buscas da Judiciária. Estão em causa crimes de discriminação racial e incitamento ao ódio contra a comunidade cigana.

Detenção em flagrante delito ocorreu em Fafe, onde o suspeito foi candidato às autárquicas. Este é o quarto caso de pedofilia a envolver elementos do Chega no último ano.

Organização da feira de educação e formação que reuniu em Lisboa milhares de estudantes foi chamada a dar explicações sobre a autorização da presença de propaganda xenófoba no stand do Chega.

Um dirigente do grupo neonazi 1143 acusa o líder da distrital do Chega do Porto de ter inscrito membros do grupo e comprado os seus votos para ganhar eleições internas do partido. Investigação revela dezenas de ligações entre elementos do Chega e a milícia de Mário Machado.

Carolina Serrão quer saber se o Departamento de Transparência da autarquia emitiu parecer sobre a nomeação da namorada do vereador do Chega para vogal da administração dos Serviços Sociais da CML.

A vereadora eleita pelo Chega passou a independente por não a deixarem escolher assessores e ter visto o vereador Bruno Mascarenhas nomear a namorada para administradora de empresa municipal e a filha de um dirigente do partido para assessora.

Pouco dias após tomar posse à frente da autarquia de Albufeira, Rui Cristina passou a contar com a irmã no cargo de adjunta no Gabinete de Apoio aos Vereadores.

Crimes de abuso sexual contra pelo menos dois alunos de 11 e 14 anos terão sido cometidos durante o período da campanha eleitoral autárquica. “Tolerância zero” proclamada por Ventura não resiste à sucessão de casos de pedofilia no partido da extrema-direita.

Autarca nomeou a “influencer” Mafalda Guerra para vogal da administração dos Serviços Sociais da Câmara. Vereador do Chega diz que a escolha prova que “já não há linhas vermelhas” na distribuição de lugares às pessoas do seu partido.

José Dotti, líder da distrital de Santarém do Chega, já era deputado quando celebrou com uma Junta de Freguesia um contrato por ajuste direto no valor de dezenas de milhares de euros.

O porta-voz da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica Arquitecto Victor Palla critica a deputada por insistir no “argumentário com que este assunto foi criado” e “dizer mentiras sobre como é que as crianças são colocadas” no ensino público.

O líder da extrema-direita publicou um vídeo na sua conta oficial em que falsifica o que a coordenadora do Bloco diz. Mariana Mortágua respondeu que o Chega “trouxe a política suja” e a “manipulação” para “enganar as pessoas”.

As listas do partido de extrema-direita não cumprem o mínimo de 40% de diversidade de género estabelecido na lei. O tribunal não viu nada de irregular nisto e agora, diz a CNE, não há nada a fazer.

Deputada do Chega defende grupos de extrema-direita que se juntaram na Baixa de Lisboa durante o 25 de abril apesar de parecer negativo da Polícia de Segurança Pública. Militantes neonazis atacaram manifestantes.

Cristina Rodrigues vai a julgamento em maio, acusada de apagar ilegalmente e-mails do seu anterior partido, o PAN, com o objetivo de o “impedir” de “prosseguir a sua atividade política”.

O dirigente do Chega que pagou a um menor para ter relações sexuais foi o nome escolhido para representar o partido no Grupo de Trabalho da Assembleia das Crianças de Lisboa. Semanas antes de levar o adolescente para um pinhal, Nuno Pardal via “a sociedade a desmoronar-se à nossa frente”.

Pedro Pinto incitou as polícias a disparar “mais a matar” em nome da “ordem”. Mariana Mortágua contrapõe que a polícia que atira a matar é a da ditadura e sublinha que nas declarações do deputado de extrema-direita há incitamento ao ódio. A PGR abriu um inquérito a este e a André Ventura.

Um avião da Força Aérea andou sete horas à procura de “barcos chineses” que estariam a pescar nos Açores. Isto por causa de uma notícia falsa partilhada também pelo Chega nos Açores. O Grupo Parlamentar do Bloco quis conhecer os custos da operação.

PSP desmentiu Carlos Moedas e Rui Moreira sobre o aumento da criminalidade nas duas maiores cidades. Mas estas falsidades são agora citadas na convocatória pelo Chega de uma manifestação que associa imigrantes a insegurança. Criminalidade violenta e grave caiu em Lisboa e Porto no último ano.

Representante do Center for the Fundamental Rights reuniu-se com Rita Matias e Pedro Frazão. "Think tank" húngaro espalha propaganda em auxílio de vários partidos de extrema-direita pela Europa. Chega não oferece nenhuma resposta oficial.