O Chega viabilizou o Orçamento da Madeira de 2024 do governo minoritário de Miguel Albuquerque, que foi aprovado esta sexta-feira com o voto favorável do PSD, do CDS-PP e do PAN e a abstenção do partido de André Ventura.
O PSD tem contado com o Chega para viabilizar o seu governo minoritário. Os dois partidos têm conseguido ultrapassar a situação na Madeira, onde não há maiorias claras. Já há duas semanas o Chega tinha permitido a viabilização do programa do governo de Miguel Albuquerque.
Como moeda de troca pela abstenção na votação, o Chega exigiu que Albuquerque renuncie ao mandato caso seja acusado pelo Ministério Público, e ainda a criação de um gabinete contra a corrupção e a realização de uma auditoria externa às contas da região.
Outro dos trunfos apontado pelo Chega foi o fim a autorização da captura do gaiado nas Selvagens. O fim da interdição de pesca resultou, segundo o partido de André Ventura, “diretamente das negociações no âmbito do Orçamento Regional”, mas a secretária da Agricultura e Pescas desmentiu, justificando a autorização a partir da investigação científica para avaliar a comercialização da espécie de atum.
A crise política que iniciou com a perda da maioria absoluta do PSD e CDS-PP, e que se aprofundou com a demissão de Albuquerque, entra agora numa nova fase, com a parceria entre PSD, CDS-PP, PAN e CHEGA.