Foi à oitava reunião negocial que os sindicatos da Fiequimetal, afeta à CGTP, viram reunidas as condições para fechar o acordo salarial para 2026. O acordo inclui um aumento de 2,6% nas tabelas salariais, acima dos 2,3% da taxa de inflação de 2025, um aumento mínimo de 60 euros e o aumento de 2,8% nas figuras de expressão pecuniária.
O subsídio de refeição foi fixado em 15 euros, o que representa um aumento de 1,14€, aplicado também nas refeições nas ajudas de custo e trabalho extraordinário. Os créditos FLEX foram aumentados 250 euros, para um valor de 900 euros, e a percentagem de trabalho suplementar foi atualizada para os valores vigentes antes da troika, desde a primeira hora e com retroativos a janeiro.
O acordo prevê ainda a criação de um plano de reenquadramento salarial para todos os técnicos operacionais e a constituição de um grupo de trabalho para discussão e integração em ACT do período de descanso obrigatório, bem como a sua comunicação interna. Os trabalhadores e reformados que transitam do ACT/2000 viram o pagamento da mútua da SáVida reduzido de 14 para 12 prestações.
Apesar da satisfação por ver a administração aceitar ir além da taxa de inflação nos aumentos, ter ultrapassado o aumento do salário mínimo nacional e valorizado o subsídio de refeição, a Fiequimetal considera que em matéria salarial “era possível e necessário ir mais longe, tendo em conta o significativo aumento do custo de vida” e a capacidade financeira de que a REN dispõe para valorizar quem ali trabalha.