André Ventura publica vídeo manipulado de Mariana Mortágua

26 de julho 2025 - 10:20

O líder da extrema-direita publicou um vídeo na sua conta oficial em que falsifica o que a coordenadora do Bloco diz. Mariana Mortágua respondeu que o Chega “trouxe a política suja” e a “manipulação” para “enganar as pessoas”.

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Imagem retirada do vídeo publicado pelo líder do Chega.
Imagem retirada do vídeo publicado pelo líder do Chega.

Mariana Mortágua denunciou esta sexta-feira que o chefe do partido de extrema-direita Chega, André Ventura, divulgou um vídeo no qual “manipula” as suas palavras para “me por a dizer coisas que eu não disse”.

Num vídeo publicado na sua conta da rede social X, a coordenadora do Bloco afirma que “as mentiras da extrema-direita não são novas, mas agora é a conta oficial do próprio Ventura a divulgar um vídeo claramente falso”. O vídeo em questão, sublinha, “falsifica” o que ela diz.

A porta-voz bloquista diz ainda que o Chega “trouxe a política suja” e “manipula, mente, falsifica informações para enganar as pessoas e mudar as suas opiniões”. Este “é um conteúdo falsificado e sabem que é falsificado”.

Pela sua parte, assegura, “nem eu, nem o Bloco, participaremos neste tipo de política”, salientado os “bons argumentos” que existem sobre imigração. “A lei de estrangeiros que o PSD fez com Chega viola os direitos humanos. A lei de estrangeiros viola o direito à família. Nós rejeitamos esta forma de fazer política oportunista e cruel e rejeitamos também os seus métodos”, conclui.

A publicação manipulada a que se refere fá-la dizer que esta lei deve ser travada para “conseguir mais uns votos”. Não se trata de uma republicação de nenhuma outra fonte mas de uma publicação original do líder do Chega que termina com o logótipo do próprio partido. O vídeo faz uso de um corte evidente nas palavras de Mariana Mortágua para compor uma frase à medida da conclusão que este queria tirar e que surge como apresentação da publicação: “É para isto que o Bloco quer invadir o país de imigrantes, sejam eles criminosos ou não. São máquinas de votos. O país não interessa para nada!”