Açores

Após a ronda de audições com os partidos parlamentares sobre o próximo Orçamento, o Governo Regional voltou a reunir no sábado com os deputados do Chega. "As promessas de Bolieiro de que governaria sozinho duraram menos do que uma alface", diz o deputado bloquista António Lima.

A transportadora aérea não fez concurso público para atribuir um contrato de serviços de segurança em que pagou mais 68% do que no contrato anterior. No portal BASE, o novo contrato só surgiu três anos depois. Deputado do Bloco questionou Governo Regional.

A extrema-direita tinha prometido votar contra o documento se não entrasse no executivo mas deu o dito por não dito. O Bloco de Esquerda reiterou na Assembleia Legislativa Regional o seu voto contra um orçamento que considera não resolver os problemas dos açorianos.

O deputado regional do partido diz que não será o partido a provocar eleições. Para que o Governo Regional se mantenha em funções será necessária, no mínimo, a abstenção do PAN e do Chega.

O representante da República nos Açores deve indigitar esta terça-feira José Manuel Bolieiro a formar Governo. O deputado bloquista António Lima transmitiu-lhe que votará contra o Programa de Governo e acusa o PS e a direita de dizerem agora o contrário do que prometeram na campanha.

Mariana Mortágua afirmou que os Açores são o exemplo do que acontece quando se vota na direita para responder ao PS, com o atual governo da coligação AD a manter as clientelas da maioria absoluta socialista e a criar subsidiodependentes de luxo. Nos “grandes negócios, a direita e o PS estão sempre juntos”, frisou António Lima.

O PS admite coligações à direita com quem quer privatizar o Serviço Regional de Saúde. António Lima, em reunião com o sindicato dos enfermeiros, contrapõe que o caminho é “valorizar trabalhadores e mais investimento na modernização para responder às necessidades das pessoas”.

Proposta do Bloco para melhorar transportes públicos e reduzir preço dos passes foi aprovada no Parlamento açoriano, mas “teve veto de gaveta por parte do governo de José Manuel Bolieiro, que ainda não regulamentou a medida”, afirmou António Lima.

Os trabalhadores da Cooperativa Praia Cultural foram despedidos pela Câmara Municipal de Praia da Vitória. O Bloco apresentou no parlamento regional uma proposta para os integrar na administração pública na ilha Terceira face às necessidades existentes. Esta foi aprovada e agora anunciada formalmente.

O Bloco de Esquerda dos Açores entregou esta sexta-feira as listas para as próximas eleições regionais, defendendo que as mudanças necessárias não passam nem pelo governo de direita nem pelas maiorias absolutas do PS. O partido desafia ainda os cabeças de listas dos outros partidos para debates frente a frente.

O governo dos Açores escondeu-se atrás da dissolução do Parlamento como pretexto para travar uma venda “danosa” a consórcios que “não tinham credibilidade nem davam garantias de que a SATA continuaria a desempenhar um papel importante nas ligações aéreas dos Açores com o exterior”, defende a estrutura regional do partido.

Alexandra Manes considera incompreensível que haja simultaneamente “falta de recursos humanos” e “a existência generalizada de situações de precariedade” na RTP e na RDP nos Açores. Bloco defende a integração dos trabalhadores precários.

António Lima acusou José Manuel Bolieiro de preferir a vitimização "em vez de admitir o seu falhanço". Na sua declaração aos açorianos, o líder do executivo regional apontou o dedo à oposição pelo chumbo do seu Orçamento.

O coordenador do Bloco/Açores, António Lima, apontou igualmente culpas aos partidos que apoiaram o executivo e defendeu que “a saída para este impasse significa a realização de eleições antecipadas a breve prazo”.

Na conclusão do debate do Orçamento da Região Autónoma dos Açores, que acabou chumbado, António Lima defendeu uma economia mais qualificada, intransigente com a precariedade, que garanta recursos para Saúde e a Educação, mantenha a SATA pública e responda de forma séria e urgente à crise da habitação.

Mariana Mortágua encerrou a Convenção Regional do Bloco Açores com críticas à "economia de favores e portas giratórias" que "descredibiliza o Estado e atrasa o país".

Para o partido, o facto das açorianas não poderem realizar IVG em nenhum dos três hospitais dos Açores e serem remetidas para uma clínica privada em Lisboa levanta-lhes problemas financeiros, de privacidade e “revela desconsideração do Governo Regional pelas mulheres dos Açores”.

Dirigentes sindicais concordaram no Parlamento Regional com a proposta do Bloco de criação de uma comissão independente para selecionar dirigentes da administração pública sem interferência partidária.

Relatórios de gestão das Unidades de Saúde de 2021 e 2022 mostram que, em São Miguel e Terceira, não foram transferidos mais de 30 milhões de euros. Bloco sublinha que esta situação contribui para a asfixia financeira destas entidades.

Em setembro do ano passado, o Bloco apresentou uma proposta no Parlamento Regional, que foi aprovada por unanimidade, para estudar os impactos da alga invasora altamente agressiva rugulopterix okamurae e para tomar medidas preventivas de urgência. Entretanto, nada foi feito.