Açores: Bloco critica atraso do governo no combate a alga invasora

31 de julho 2023 - 18:16

Em setembro do ano passado, o Bloco apresentou uma proposta no Parlamento Regional, que foi aprovada por unanimidade, para estudar os impactos da alga invasora altamente agressiva rugulopterix okamurae e para tomar medidas preventivas de urgência. Entretanto, nada foi feito.

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António Lima. Foto do Bloco dos Açores.
António Lima. Foto do Bloco dos Açores.

O Bloco de Esquerda dos Açores critica o governo da Região Autónoma por “ter atrasado a realização do estudo sobre a alga invasora que está a provocar graves problemas às atividades marítimas em várias ilhas dos Açores e por não estar a aplicar as medidas de prevenção que o parlamento aprovou por unanimidade”.

Esta posição foi tomada após uma reunião com a Comissão de Empresas de Mergulho de São Miguel, instituição que também tem alertado para o problema. António Lima considerou então “dramático” que “ao fim de dez meses” o estudo não tenha avançado e que “das medidas preventivas aprovadas não se está a fazer nada”.

Foi já há quase um ano, em setembro do ano passado, que uma proposta do Bloco de Esquerda foi aprovada no Parlamento Regional. Esta determinava a implementação urgente de várias medidas concretas para evitar a propagação da alga rugulopterix okamurae. Trata-se de uma espécie invasora que tem uma expansão muito rápida e em níveis muito agressivos, explica o partido.

O Bloco denuncia que esta alga se alastra “em várias ilhas” e que “são conhecidos os impactos agudos desta alga em regiões onde esta espécie se tornou invasora, nomeadamente na biodiversidade marinha, nas pescas, com decréscimo nas capturas e operacionalidade das artes, no turismo, com a degradação da qualidade de locais de mergulho, e na qualidade ambiental”.

António Lima lembrou que “quando a proposta foi discutida em plenário, o governo disse que o estudo estava quase protocolado com Universidade dos Açores, mas até agora o estudo não avançou”. Depois do Bloco tornar público o assunto desta reunião com a Comissão de empresas de Mergulho de São Miguel, “o secretário regional do Ambiente veio anunciar o lançamento do concurso público para a realização do referido estudo sobre esta alga”, nota-se.

A proposta aprovada recomendava também ao governo a aplicação imediata de medidas de monitorização e deteção precoce nos portos, reforço da fiscalização das águas de lastro dos navios que navegam nos Açores e a realização de ações de formação junto dos utilizadores frequentes do mar – mergulhadores e pescadores, por exemplo – que ensinem a identificar a alga e transmitam a importância de contactar de imediato as autoridades. Só “nada disso foi feito”, e entretanto, “perderam-se 10 meses”, lamenta o deputado regional do Bloco. Para não se perder mais tempo, António Lima vinca que “há coisas que são óbvias e que têm que se fazer já, para prevenir a expansão desta alga para ilhas onde ela não existe ainda”.