Açores

O Bloco de Esquerda/Açores considera que o processo de privatização da SATA está esgotado e defende a negociação de uma parceria com a TAP para preservar a missão da transportadora aérea açoriana.

PSD e Chega impediram a realização das audições propostas pelo Bloco sobre a intenção do Governo Regional de privatizar o serviço de hemodiálise do Hospital de Ponta Delgada e a hipótese de vir a ser entregue à empresa do irmão da presidente do hospital. 

Os 420 trabalhadores portugueses da Base das Lajes continuam sem receber. Depois de reunir com a Comissão Representativa dos Trabalhadores da Base das Lajes, o deputado regional bloquista nos Açores, António Lima, acusou governo de continuar numa “posição de submissão, em que permite que EUA tratem Açores como colónia”.

Os trabalhadores portugueses da Bases das Lajes estão com salários em atraso. O Bloco de Esquerda fez aprovar uma moção no parlamento regional instando o governo a desenvolver esforços diplomáticos imediatos junto dos EUA com vista à regularização da situação.

A SATA “ficará reduzida a uma pequena empresa com poucos trabalhadores”, explica António Lima numa visita a uma escola a propósito do novo ano letivo. O Bloco Açores quer ainda que haja apoio ao arrendamento para todos os professores deslocados nos Açores tal como passará a haver no continente.

No encerramento da Convenção do Bloco de Esquerda dos Açores, Mariana Mortágua desafiou Luís Montenegro a “sair de baixo das saias de André Ventura” e a resolver as crises nas urgências do SNS e na habitação em vez de se esconder “atrás dos imigrantes”.

A transportadora aérea açoriana apresentou prejuízos de 83 milhões de euros. Bloco/Açores avisa que a privatização vai levar ao colapso da empresa e a um “rombo gigantesco” nas contas da Região.

Na Região Autónoma, só um hospital está a realizar IVG. As taxas de aborto são das mais baixas do país e as taxas de gravidez na adolescência das mais altas.

PSD, CDS, PPM e Chega votaram contra um voto de protesto que se opunha à ameaça de Trump de deportar milhares de açorianos, entre muitos outros imigrantes a viver nos EUA.

O partido exige explicações depois do governo regional ter anunciado resultados positivos que afinal se mostraram “exatamente o contrário”. Critica ainda o “sufoco financeiro da saúde” na região autónoma.

De um momento para o outro e sem justificação, cidadãos que têm a sua residência permanente nos Açores, que trabalham nos Açores, com contrato de trabalho e que pagam os seus impostos na Região viram-se privados de uma prestação que podiam usufruir há nove anos.

Falta de condições tem gerado "insegurança" entre alunos, encarregados de educação e funcionários. Escola tem problemas de degradação de infraestruturas, mas também na ligação elétrica e na rede de água.

Mariana Mortágua crítica Orçamento do Estado 2025 por piorar as condições dos trabalhadores em Portugal e Partido Socialista por "dar boleia" às políticas da direita.

Com os votos do PSD, CDS, IL, PPM e a abstenção do PAN, o parlamento açoriano aprovou a recomendação do Chega para obrigar os beneficiários do RSI a fazer trabalho gratuito para IPSS e autarquias, retirando a prestação a quem não esteja inscrito no centros de emprego.
 

Um avião da Força Aérea andou sete horas à procura de “barcos chineses” que estariam a pescar nos Açores. Isto por causa de uma notícia falsa partilhada também pelo Chega nos Açores. O Grupo Parlamentar do Bloco quis conhecer os custos da operação.

Para o Bloco/Açores, os últimos resultados semestrais do Grupo SATA são “a demonstração do falhanço da estratégia” da direita açoriana para a companhia aérea.

Chega e PSD/CDS-PP/PPM aprovaram medida que discrimina crianças cujos pais estão desempregados. Bloco/Açores crítica a medida e quer enviar para o Tribunal Constitucional.

O Chega quer que as crianças filhas de pessoas que não têm emprego fiquem para trás nas listas de espera para acesso a creches gratuitas. A direita votou a favor. O Governo de Bolieiro compromete-se agora a implementar um “projeto-piloto” considerado discriminatório pela oposição.

O Governo Regional prepara um negócio de milhões na compra de combustível para produção de energia a partir de 2025. O atual contrato garante ao Grupo Bensaude, também acionista da elétrica açoriana, uma rendibilidade doze pontos acima da média do setor.

O potencial dos Açores e da Madeira está a ser desperdiçado por falta de investimento e de políticas eficazes na formação e investigação, o que impede o desenvolvimento de uma economia mais justa e avançada.

Aurora Ribeiro e Mónica Pestana