Caravana para Gaza

Portuguesa detida na Líbia: Bloco volta a questionar Rangel sobre apoio consular

12 de junho 2026 - 10:28

Perante a notícia de que a detenção dos ativistas da caravana para Gaza foi prolongada mais 30 dias, o deputado Fabian Figueiredo quer saber em concreto qual o apoio que o Estado português está a prestar e se já exigiu às autoridades líbias a libertação imediata de Ana Margarida Baptista.

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Ana Margarida Baptista
Ana Margarida Baptista.

A Global Sumud Flotilla anunciou na quinta-feira ter recebido a informação por canais diplomáticos de que foi prolongada por mais 30 dias a detenção dos dez ativistas detidos a 24 de maio perto de Sirte, no leste da Líbia, quando se preparavam para negociar a passagem segura da caravana com ajuda humanitária destinada a Gaza pelo território líbio até à fronteira com o Egito.

No mesmo dia, a Amnistia Internacional denunciou a situação e exigiu a libertação imediata e incondicional dos dez ativistas detidos numa prisão clandestina em Benghazi.

O deputado bloquista Fabian Figueiredo, que tinha questionado o Ministério dos Negócios Estrangeiros logo após a notícia daquela detenção ilegal, sem ter recebido resposta de Paulo Rangel, insiste agora com um novo conjunto de perguntas dirigidas ao ministro sobre a atuação do Governo português neste caso para proteger a cidadã nacional.

O Bloco de Esquerda quer saber se o Governo já tem conhecimento do prolongamento do prazo de detenção, se estabeleceu contacto com Ana Margarida Baptista e em que datas foram feitas essas visitas consulares, e qual a informação sobre o seu estado de saúde, tendo em conta que, tal como os restantes ativistas, fez uma greve de fome durante quatro dias.

Fabian Figueiredo questiona ainda Paulo Rangel se o Governo apresentou junto das autoridades de facto do leste da Líbia exigências formais de libertação imediata, de cessação dos maus-tratos, de acesso a apoio jurídico independente e a acompanhamento médico externo. E, tendo em conta que entre os detidos estão cidadãos de Espanha, Itália e Polónia, qual a articulação que o Governo tem desenvolvido com estes países e com as instituições europeias para reforçar a pressão diplomática para a libertação dos ativistas.

Em declarações ao Expresso, o Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que  “o cônsul-geral de Espanha em Trípoli pôde visitar a cidadã nacional, tendo reportado que a mesma se encontra fisicamente bem, embora psicologicamente em baixo”. Acrescentou ainda que tem mantido “contacto próximo com os familiares da cidadã portuguesa, e já chamou, por duas vezes, a embaixada da Líbia em Lisboa ao ministério”,