Um ano após a aprovação do diploma na generalidade e concluído agora o debate na especialidade, o PSD tentou adiar a votação final global marcada para esta sexta-feira, proposta que foi rejeitada pela conferência de líderes parlamentares.
O Bloco de Esquerda levou questões sobre pobreza e transição energética, a política de resíduos, a estratégia de mineração do lítio, a conservação da natureza e ainda a lei da caça após a chacina de animais na Torre Bela à audição com o Ministro do Ambiente e Ação Climática.
Pedro Filipe Soares justificou a abstenção do Bloco na renovação do estado de emergência, lembrando que o governo gastou 3.500 milhões de euros a menos do que o orçamentado. Moisés Ferreira criticou "a obstinação do Governo que admite enviar doentes para o estrangeiro, mas não admite a requisição civil”.
O défice orçamental de 2020 ficou abaixo dos 7,3% do PIB previstos. “É um orçamento suplementar por executar. São apoios que se atrasam ou nem chegam à lei. É investimento por fazer”, reagiu Mariana Mortágua.
Após a reunião, por videoconferência, com o Presidente da República no âmbito da renovação do Estado de Emergência, Catarina Martins disse que precisamos “da responsabilização de todos, mas também de políticas públicas”.
Numa pergunta ao Governo, o Grupo Parlamentar do Bloco considera “incompreensível e injustificável” que se despeça enfermeiros, sobretudo “num momento em que todo o SNS se encontra extremamente pressionado”.
Numa nota do Grupo Parlamentar acerca da vacinação dos mais altos titulares de cargos públicos, o Bloco defende que ela se deve limitar “a quem tem responsabilidade direta na gestão da pandemia".
Na última década, os preços subiram 6,5% em Portugal e desceram 10,8% na UE. Bloco quer saber se o Governo "vai exigir às operadoras a inversão" do aumento de preços e da perda de qualidade do serviço prestado.
Marcelo reuniu 60,7% dos votos e Ana Gomes ficou em segundo lugar, com 12,97%. Seguem-se André Ventura com 11,9%, João Ferreira, com 4,32%, Marisa Matias, com 3,95%, Tiago Mayan Gonçalves, com 3,22% e Vitorino Silva, com 2,94%.
Catarina Martins afirmou que Marisa Matias foi a candidata que “colocou os temas que interessam”: a defesa do SNS e as lutas pela igualdade e os direitos de quem trabalha. E diz ser “um privilégio saber que vamos continuar a lutar as duas juntas já amanhã”.
Na declaração da noite eleitoral, Marisa Matias deixou a garantia de que amanhã continuará “como sempre, com mais energia do que nunca, para as nossas lutas comuns” por um "país solidário".
Na reação às projeções de resultados eleitorais, Pedro Filipe Soares apontou também que “a normalização da extrema direita resulta numa reconfiguração da direita” e que Marisa Matias e o Bloco estarão mobilizados “para as lutas que são necessárias e essenciais” num momento tão difícil para o país.
Na reação às previsões da abstenção nestas eleições, o mandatário da candidatura de Marisa Matias regista que “as piores previsões não se confirmaram”. Tiago Rodrigues agradeceu às milhares de pessoas que permitiram realizar a eleição em segurança.
Marisa encerrou a campanha em Coimbra com apelos ao voto em nome da igualdade, do reforço do SNS, do fim da precariedade e da luta contra as alterações climáticas. E disse estar certa de que “se toda a esquerda for votar, a solidariedade vence o ódio, o medo e o insulto”.