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“Nova injeção no Novo Banco seria um insulto ao país”

Na apresentação da candidatura autárquica do Bloco de Esquerda em Braga, Catarina Martins reafirmou a recusa de que o Fundo de Resolução faça qualquer nova injeção no Novo Banco. A coordenadora bloquista defendeu ainda a proteção do emprego, apoios sociais robustos e o reforço do apoio ao SNS.
Catarina Martins na apresentação da candidatura do Bloco em Braga – Foto de Hugo Delgado/Lusa
Catarina Martins na apresentação da candidatura do Bloco em Braga – Foto de Hugo Delgado/Lusa

Esta sexta-feira foi apresentada a candidatura do Bloco de Esquerda em Braga, com a presença da coordenadora nacional, Catarina Martins. A deputada Alexandra Vieira é a primeira candidata à Câmara Municipal de Braga e António Lima encabeça a lista para a Assembleia Municipal.

Na sua intervenção, a coordenadora bloquista sublinhou que a “resposta social solidária é a primeira e mais urgente resposta do Bloco de Esquerda” e essa resposta é nacional e também local. “Em Braga não há quem não conheça a intervenção do Bloco” nas diferentes lutas, sublinhou.

Nova injeção no Novo Banco não é necessária e seria um insulto

Falando sobre a resposta imediata ao país no combate à crise, Catarina Martins afirmou que o Parlamento deve "ser claro e recusar que o Fundo de Resolução faça qualquer nova injeção no Novo Banco, porque ela não é necessária, porque ela seria um insulto a um país que precisa tanto dos seus recursos para apoiar quem está mais vulnerável”.

A coordenadora bloquista lembrou que o Bloco no Orçamento de Estado conseguiu impor que não houvesse nova injeção no Novo Banco, recordou também que o Governo disse que isso provocaria uma crise financeira, mas “não houve nenhuma crise e vemos o Tribunal de Contas dizer que uma nova injeção no Novo Banco será sempre um encargo para os contribuintes, que nenhum contrato pode justificar”, sublinhou. Dinheiro para o Novo Banco é empréstimo público e conta para défice, acrescentou, frisando que algum pagamento da dívida ao Estado será “eventualmente em 2046, com um imposto que a banca deve ao Estado”.

Proteger o emprego, defender os serviços públicos

Catarina Martins sublinhou também a necessidade de proteger o emprego com salários dignos e com direitos. Deu o exemplo do crescimento do número de estafetas a trabalharem para plataformas digitais que enriquecem aos milhões, enquanto eles “trabalham 12 a 14 horas por dia agarrados a uma app e não conseguem sequer o rendimento para sobreviver”. “Fecharmos os olhos a esta gritante desigualdade é uma enorme irresponsabilidade”, sublinhou.

Catarina Martins defendeu ainda “apoios sociais robustos para toda a gente, que não permitam que quem perdeu rendimento fique abaixo da pobreza” e a aposta nos serviços públicos, nomeadamente no Serviço Nacional de Saúde (SNS). “Reforço do SNS com mais meios. E isso é mais gente”, concluiu.

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