O primeiro-ministro divulgou ao final do dia de Natal a tradicional mensagem ao país, onde procurou sublinhar o seu otimismo sobre o desempenho económico, recorrendo a uma notícia recente da revista the Economist, e defender que o país assuma “uma mentalidade de Cristiano Ronaldo” em vez de uma “mentalidade do deixar andar”. Referiu ainda que “as coisas não caem do céu” e este caminho “implica coragem, resistência, capacidade de diálogo e sentido de unidade nacional” em torno das medidas do seu Governo, que revê durar até ao final da legislatura em 2029.
Na sua reação à mensagem de Montenegro, o coordenador do Bloco de Esquerda afirmou que o primeiro-ministro “quis centrar a sua mensagem sobre o trabalho, mas esqueceu-se de uma pequena coisinha, de falar sobre aquilo que quer fazer às pessoas que trabalham através do pacote laboral”.
Para José Manuel Pureza, “uma mensagem centrada sobre o trabalho que não fala do pacote laboral mostra a fraqueza do pacote laboral”. E se “a melhor notícia de 2025 foi a mobilização de tanta gente contra esta tentativa de agressão ao mundo do trabalho, esperamos que melhor notícia do início de 2026 seja a desistência por parte do Governo desta proposta”, acrescentou.
Ainda sobre o conteúdo da mensagem de Montenegro, Pureza diz que ela não falou do “país que existe”, ao referir um pais de crescimento acentuado que denota que “não leu devidamente a notícia do Economist” que tem em conta valores de inflação que não incluem os preços da habitação e da alimentação que têm disparado no nosso país.