A reunião do secretariado nacional da UGT chumbou por unanimidade a proposta mais recente do Governo de alterações à lei laboral. Tal como aconteceu após o chumbo da direção da UGT à anterior proposta, o secretário-geral Mário Mourão diz que “se o Governo tiver uma proposta que ainda queira fazer, no sentido de trabalhar para um acordo, a UGT está totalmente disponível em sede de concertação social” para prosseguir as negociações.
Pacote laboral
“Seguro devia chamar Montenegro para lhe dizer que vai vetar o pacote laboral”
Os pontos da discórdia continuam a ser os mesmos desde a apresentação do anteprojeto do Governo com apoio dos patrões: “Há a questão do outsourcing, do banco de horas, da jornada contínua, da remissão abdicativa [de créditos laborais], da não reintegração do trabalhador tendo sido despedido ilicitamente”, disse Mário Mourão aos jornalistas.
O coordenador do Bloco de Esquerda reagiu ao anúncio da decisão da UGT nas redes sociais, afirmando que “os trabalhadores acabaram de saber que as duas centrais sindicais vão votar para defendê-los” e que “o Governo acaba de saber que só lhe resta o apoio dos patrões”.
José Manuel Pureza acrescentou que “o Presidente da República acaba de saber que, em coerência com o que disse, terá de vetar o pacote laboral”.