Pacote laboral

“Seguro devia chamar Montenegro para lhe dizer que vai vetar o pacote laboral”

22 de abril 2026 - 13:18

José Manuel Pureza criticou a “estratégia de pressão” do Presidente da República para um acordo sobre propostas que prejudicam os trabalhadores e que as centrais sindicais rejeitam.

PARTILHAR
José Manuel Pureza
José Manuel Pureza. Foto de Rafael Medeiros

Em declarações aos jornalistas em Coimbra, o coordenador do Bloco de Esquerda falou das reuniões que o Presidente da República promove com as centrais sindicais e as associações patronais num momento em que “não há nenhuma dúvida sobre as posições” de cada uma face á proposta de alterações às leis do trabalho.

Para José Manuel Pureza, a tentativa de António Jose Seguro de tentar que haja um acordo sobre uma proposta que “ou prejudica muito ou prejudica muitíssimo os trabalhadores” configura “mais um passo numa estratégia de pressão especificamente sobre uma central sindical”, a UGT, que irá votar a sua posição final esta semana.

“Em vez de reunir com os parceiros sociais, o que o Presidente da República devia estar a fazer era a chamar o primeiro-ministro a Belém para lhe dizer que vai vetar o pacote laboral. Essa devia ser a marca deste dia”, prosseguiu José Manuel Pureza, acrescentando que ao fazê-lo, “estaria a honrar um compromisso muito claro que assumiu durante a campanha eleitoral”, quando disse ao país que se não houvesse acordo por parte dos sindicatos, vetaria o pacote laboral.

“Aquilo que se espera do Presidente da República, António José Seguro, é que seja coerente com aquilo que o candidato António José Seguro disse em campanha eleitoral e vete esta proposta do Governo”, prosseguiu Pureza, recusando outra interpretação da posição de Seguro que na sua opinião foi mesmo “um elemento muito importante para a decisão eleitoral de muitas pessoas” nas eleições presidenciais.