Os 50 anos do atentado que vitimou a 2 de abril de 1976 o Padre Max, então candidato da UDP às legislativas, e a estudante Maria de Lurdes, serão assinalados este sábado no Porto com uma sessão pública organizada pelo Bloco de Esquerda.
A sessão terá lugar pelas 16h30 no Auditório da Junta de Freguesia do Bonfim (Campo 24 de Agosto, 294) e contará com as intervenções do coordenador bloquista José Manuel Pureza, do jurista e ex-preso político José Castro, do jornalista e antigo dirigente da Juventude Escolar Católica Manuel Pinto e do presidente da Associação Política UDP Mário Durval.
A entrada é livre e a associação UDP organiza transporte a partir de Almada e Lisboa, com inscrições ainda abertas aqui.
Max e Maria de Lurdes foram assassinados num atentado bombista perto de Vila Real, quando regressavam de uma sessão de alfabetização, no dia em que a Constituição era aprovada na Assembleia da República. Os autores materiais e morais do crime nunca foram condenados, por entre entraves à fase inicial da investigação e processos judiciais reabertos por várias vezes. No desfecho judicial do caso, a 21 de janeiro de 1999, o Tribunal de Vila Real reconheceu que o MDLP, organização terrorista de extrema-direita, era responsável pelo crime, porém absolveu os arguidos por falta de provas definitivas.