Esquerda com Memória

Em Sernande, Vinhais, descerrou-se uma placa a lembrar um guerrilheiro galego antifascista aí morto pela PIDE e Guardia Civil. A iniciativa Raia Seca Solidária lembrou não só os combatentes mas também os portugueses que lhes forneceram uma retaguarda para a sua luta.

No lapso de um mês, cumprem-se 50 anos do 25 de Abril e, agora, 100 anos do nascimento de João Varela Gomes. O centenário de Varela Gomes é uma ocasião imperdível para evocar uma luta iniciada antes do 25 de Abril e prolongada muito para lá do 25 de Novembro. 

António Louçã

O palacete da Rua da Palma que hoje é a sede do Bloco de Esquerda já foi palco de alegrias e tragédias. "Palmeiras, um palácio em revolução", o podcast realizado por Joana Louçã, traz as histórias da geração que o ocupou após o 25 de Abril.

Foi um dos líderes da resistência à ditadura de Salazar numa capital de distrito: Santarém. Por duas vezes foi preso pela PIDE, em 1946 e em 1953. Como é que foi possível uma comunidade local esquecer uma figura assim? Por Luís Carvalho.

Apesar de ter sido tragicamente extinta pela ascensão do fascismo, a Viena Vermelha foi uma ilha de organização socialista e de poder dos trabalhadores que merece ser lembrada. Por Veronika Duma e Hanna Lichtenberger.

Nos cem anos da morte do revolucionário russo, recuperamos um texto que Gramsci escreveu em sua memória e no qual contrapõe a dimensão e papel de Lenine à do “chefe” dos fascistas Benito Mussolini.

“Fascismo e Grande Capital”, de Daniel Guérin, estudando a ascensão do fascismo nos anos 20 e 30 do século XX, coloca questões fundamentais para compreender a ascensão da extrema-direita na Europa de hoje… Por Álvaro Arranja.

É preciso compreender bem até que ponto o Instituto de Frankfurt condensou a revolução conselhista à escala internacional, numa altura em que Berlim era o segundo centro da revolução mundial, a seguir a Moscovo, enquanto a revolução asiática estava ainda nos seus primórdios. Por Alexander Neumann.

Como jornalista, Maria Lamas salientou-se na defesa da igualdade de género em Portugal. Aqui se recorda a sua conferência sobre o papel das mulheres na História e o seu papel na campanha presidencial de Norton de Matos na qual incentivou as mulheres a lutar pela sua liberdade. Por Luís Carvalho.

A celebração, a reivindicação ou a recordação do magnicídio do tirano devem ser aplaudidas ou perseguidas numa sociedade que se pretende democrática? Por Vicent Galiana.

Fundada em dezembro de 1973, a Liga Comunista Internacionalista fez parte de um movimento mais vasto de transformação da esquerda e trouxe novas energias, acrescentou reflexão estratégica e foi uma das porta-vozes, se não a principal, da vaga do Maio de 68 e da sua rejeição do estalinismo e do campismo. Por Francisco Louçã.

Em dezembro de 1963, Francisco Martins Rodrigues publica o texto em que expõe as divergências com a linha de Alvaro Cunhal, já assumidas meses antes na reunião do Comité Central. A sua expulsão e a criação da FAP e do CM-LP consumaram a primeira cisão à esquerda no partido. Artigo de Alberto Matos.

Dirigida por destacados antifascistas, focou-se no regionalismo, mantendo relacionamento institucional com autoridades do regime mas evitando reproduzir propaganda salazarista. E se em relação ao colonialismo mostrou alinhamento com este, as notas sobre a morte de Carmona e Salazar evidenciaram distanciamento. Por Luís Carvalho.

Que haja portugueses a apoiar o discurso nacionalista castelhanista/espanholista é algo de muito estranho. Esta direita portuguesa estaria certamente a apoiar Miguel de Vasconcelos…

Álvaro Arranja

A 21 de dezembro de 1946, Cambedo da Raia foi cercada e bombardeada pela PIDE, GNR, Exército e a Guarda Civil espanhola, por ter acolhido refugiados e guerrilheiros espanhóis. Peticionários pedem reconhecimento público de homenagem à comunidade cambedense.

Neste dia 31 de outubro de 2023, passam quarenta e oito anos desde que as forças marroquinas penetraram no então Sahara espanhol, dando origem a um dos mais longos conflitos em África. Pelo embaixador Sidi M. Omar, representante da Frente Polisário nas Nações Unidas.

Há 50 anos, em 28 de setembro de 1973, realizou-se o último dos atos eleitorais organizado pela ditadura, tal como os anteriores marcado pela ausência das liberdades essenciais a umas eleições democráticas. Por Álvaro Arranja.

Maria Veleda foi uma das mais aguerridas republicanas que defendeu que o lugar das feministas não era nos partidos burgueses mas nos que defendiam a causa operária. Por Luís Carvalho.

O Abril é Agora organiza uma Conferência sobre a questão da terra, nas suas várias vertentes, com intervenções de pessoas portuguesas e do Estado Espanhol. A iniciativa decorrerá no dia 14 de outubro, no Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora.