Catarina Martins frisou que o mandato do Bloco é claro: “lutar pelo país, pelos salários, pelas condições de trabalho, por salvar o SNS, pela resposta à emergência climática”, e que o partido não dará tréguas ao discurso de ódio.
Moody’s, Fitch e DBRS saúdam o reforço do "centrão" e o afastamento das medidas propostas pela esquerda, como o fim das medidas da troika nas leis laborais e no duplo corte aos pensionistas.
As eleições legislativas de 30 de janeiro deram a maioria absoluta a António Costa, que prometeu um governo “mais curto e mais enxuto”. Bloco é a quinta força política e elegeu cinco deputados. CDS e PEV ficam fora do Parlamento.
Na noite eleitoral, Catarina Martins garantiu que o partido encara “as dificuldades tal como elas são” e não faltará à luta. O resultado eleitoral é mau também devido ao crescimento da extrema-direita e “cada deputado racista eleito no parlamento português é um deputado racista a mais” que o Bloco promete combater.
Na primeira reação às projeções eleitorais, Pedro Filipe Soares considerou que “a chantagem” criada pelo PS “parece ter tido algum sucesso” mas garantiu que o Bloco “não esmorece” face aos desafios que agora serão maiores.
Mariana Mortágua reagiu às previsões sobre os números da abstenção, revelando preocupação com o facto de quase metade do eleitorado não ter ido votar. Estes números mostram ainda a “necessidade de revisão dos cadernos eleitorais”.
“Nos momentos difíceis, a democracia responde através do voto”, disse Catarina Martins esta manhã depois de votar. “Toda a gente deve vir votar, incluindo quem está isolado. Está tudo preparado para que votar seja seguro para toda a gente”.
Na tradicional arruada final de campanha na rua de Santa Catarina, no Porto, Catarina Martins alertou que o PS está a terminar esta campanha numa enorme ambiguidade ao admitir um acordo de cavalheiros com o PSD.
No comício em Lisboa, Catarina Martins voltou a apelar a “uma maioria em que o Bloco de Esquerda seja determinante como terceira força política” e torne possível um "contrato à esquerda" para trazer "estabilidade e transformação" ao país.
Joana Mortágua, no comício em Almada, lembrou que o líder do PSD brindou com champanhe aquela demolição, porque ela beneficiava um fundo imobiliário, constituído a favor do grupo Espírito Santo. A deputada desafiou também todos os partidos a explicar como vão baixar o custo da habitação em Portugal.
Catarina Martins visitou a Associação Portuguesa de Surdos, lamentou que com a tecnologia atual as pessoas com deficiência tenham de enfrentar tantas dificuldades e deixou o compromisso de que o Bloco será “a força contra o esquecimento” quando estiver a negociar um contrato para o país.
Carla Castelo, vereadora da Câmara de Oeiras eleita pela coligação Evoluir Oeiras, vai apresentar queixa à Provedoria de Justiça contra Isaltino Morais por ter sido impedida de intervir, por duas vezes, no período antes da ordem do dia na reunião do executivo municipal.