Após o encontro que juntou Catarina Martins e os dirigentes bloquistas Luís Fazenda e José Manuel Pureza com o novo representante da Frente Polisário em Portugal, Omar Mih, Pureza reafirmou à agência Lusa a solidariedade do partido com o povo do Sahara Ocidental, numa altura em que Espanha reviu a sua posição para alinhar com os interesses da potência ocupante, o reino de Marrocos.
“É particularmente importante que a solidariedade internacional se possa exprimir e que se faça junto dos governos dos nossos países, neste caso do Governo de Lisboa, toda a pressão para que o nosso Governo seja coerente, no caso do Saara Ocidental, com aquilo que é o seu discurso, que é positivo a favor da autodeterminação dos povos”, afirmou José Manuel Pureza.
O dirigente do Bloco lembrou que o Portugal tem “expressado a sua posição muito forte em matéria de defesa da autodeterminação do povo da Ucrânia, como fez anteriormente em relação a Timor-Leste e que, "em coerência, deve tomar atitudes que favoreçam a autodeterminação do povo do Saara Ocidental e de outros povos do mundo que lutam pela sua autodeterminação”.
Essas atitudes devem ir no sentido de contribuir para que finalmente seja possível realizar um referendo sob os auspícios das Nações Unidas, o que até agora tem sido “sempre boicotado por Marrocos”. A recente nomeação de um novo representante do secretário-geral das Nações Unidas para o processo do Sahaara Ocidental é uma oportunidade para a diplomacia portuguesa "fazer tudo aquilo que esteja ao seu alcance para que o seu mandato culmine com a efetivação do referendo, que é o ato de autodeterminação que está ainda pendente graças aos obstáculos sempre levantados por Marrocos”, concluiu Pureza.